Venezuela pode proteger número 1 das Farc, diz rádio

Emissora colombiana diz que mobilização de tanques na fronteira visa evitar ataque a Manuel Marulanda

Agências internacionais,

06 de março de 2008 | 09h02

Uma das rádios mais respeitadas da Colômbia, a Rádio Cadena Nacional (RCN), afirmou na quarta-feira, 5, que a mobilização de tropas venezuelanas na fronteira com a Colômbia seria para proteger que o Exército colombiano não ameaçasse o número 1 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Manuel Marulanda, mais conhecido como Tirofijo. Ele estaria refugiado em território venezuelano e muitos doente. Chávez acusa Uribe de 'crime de guerra'Lula classifica de madura decisão da OEA sobre conflito regionalResolução diz que Colômbia violou soberania do EquadorColômbia exibe imagens da incursão militar  Dê sua opinião sobre o conflito   Por dentro das Farc Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região  'É possível que as Farc se desarticulem'   Embaixador brasileiro Osmar Chohfi comenta decisão da OEA  No domingo, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, já havia ordenado o envio de dez batalhões, equivalente a oito mil soldados, à fronteira de mais de 2,5 mil km de extensão para conter uma "agressão". Manuel Marulanda estaria em um sítio na região no Departamento de Barinas, onde nasceu o líder venezuelano. A crise diplomática sem precedentes na região andina, envolvendo a Equador, Colômbia e Venezuela, teve início depois que helicópteros colombianos invadiram o território equatoriano para realizar um ataque contra membros das Farc. A rádio RCN também informou, citando uma fonte da inteligência, que uma ligação telefônica do presidente venezuelano, Hugo Chávez, a Raúl Reyes, o número 2 das Farc, morto no último sábado, teria permitido a localização do rebelde e o bombardeio que o matou, segundo "relatórios da inteligência" colombiana citados pela Rádio Cadena Nacional (RCN), uma das mais respeitadas da Colômbia.  A ligação telefônica foi feita em 27 de fevereiro, dia em que as Farc libertaram quatro de seus reféns - os colombianos Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Géchem. "Emocionado pela libertação dos seqüestrados, Chávez ligou para Reyes para informar-lhe que tudo tinha ocorrido bem", noticiou a RCN, citando "fontes militares colombianas de alto escalão". Os serviços de inteligência rastrearam a ligação e descobriram que Reyes estava em território colombiano, perto da fronteira com o Equador.  O bombardeio ocorreu na madrugada de sábado, depois que o líder rebelde e seu grupo cruzaram a fronteira equatoriana. "É uma ironia que um telefonema de Chávez nos tenha permitido matar Reyes", disse uma fonte da inteligência.

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