Venezuela prepara envio de soldados para fronteira com Colômbia

A Venezuela preparava na segunda-feiraos planos de logística para mobilizar tropas de na fronteiracom a Colômbia, conforme determinou o presidente venezuelano,Hugo Chávez, após um ataque realizado por forças colombianas emterritório do Equador. Segundo meios de comunicação venezuelanos, a transferênciadas tropas ainda não ocorreu. O bombardeio colombiano, que provocou um dos pioresconflitos diplomáticos já surgidos entre o Equador, a Colômbiae a Venezuela, chamou atenção de veículos de comunicação domundo todo e de outros governos, que já começaram a pedirexplicações, a defender que o conflito se revolva pelas viasdiplomáticas e a declarar apoio para uma ou outra parte. Chávez determinou o deslocamento de dez batalhões rumo aosEstados de Zulia, Táchira e Apure como forma de reação à mortedo segundo homem na hierarquia da guerrilha Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes. Reyes morreu em um ataque realizado pela Colômbia contra umacampamento do grupo instalado dentro do Equador. "Chávez coloca a Venezuela em situação de escaladamilitar", afirmou em sua manchete o jornal venezuelano ElNacional, de oposição. O governo venezuelano, além disso,determinou o fechamento de sua embaixada na Colômbia. Já o canal de TV Globovisión, também da oposição, afirmoudesde Táchira que a movimentação das tropas ainda não haviaocorrido na manhã de segunda-feira e que as autoridadeselaboravam os planos logísticos para a operação. Não foram encontrados porta-vozes do Ministério da Defesada Venezuela para se manifestarem sobre a notícia. Chávez acusou o presidente colombiano, Alvaro Uribe, o qualdescreveu como "mentiroso", "mafioso" e "paramilitar", decolocar o continente à beira de uma guerra. De outro lado, o governo do Equador também determinou asaída de seu embaixador de Bogotá e o envio de tropas para suafronteira, acusando a Colômbia de ter violado sua soberania. Ele também conclamou a comunidade internacional a punir ogoverno colombiano. A Colômbia pediu desculpas ao Equador por ter ingressado nopaís vizinho com suas forças militares, argumentando que aoperação havia sido necessária. O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, somou sua voz aocoro das críticas e convidou Uribe a negociar. A morte de Reyes, cujo verdadeiro nome era Luis EdgarDevia, representa o maior êxito das Forças Armadas da Colômbiana luta de mais de quatro décadas contra a guerrilha. Os governos colombiano e venezuelano embarcaram em umacrise diplomática quando Uribe suspendeu a mediação de Chávezjunto às Farc. O dirigente da Venezuela tentava um acordo pormeio do qual a guerrilha libertaria vários de seus reféns. As Farc acabaram soltando dois grupos de reféns, seispessoas no total, como forma de dar apoio a Chávez após ele tersido retirado do papel de mediador. (Por Patricia Rondón Espín)

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