Venezuela proíbe que empresários de comunicação tenham ações de bancos

Acionista de canal crítico a Chávez é dono de banco sob intervenção e é procurado pela Justiça

estadão.com.br,

19 de agosto de 2010 | 12h42

CARACAS - A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou na quarta-feira, 18, uma lei proposta pelo presidente Hugo Chávez que proíbe proprietários de meios de comunicação de terem ações em instituições financeiras. É o caso de Nelson Mezerhane, acionista do canal Globovisión, o último crítico a Chávez, e do Banco Federal, que foi colocado sob intervenção federal.

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Mezerhane tem contra ele um pedido de prisão e de extradição e atualmente está nos EUA. No mês passado, Chávez tentou tomar a participação acionária do empresário na Globovisión.

Segundo o presidente da comissão de Finanças do Parlamento venezuelano, Ricardo Sanguino, a lei foi criada para evitar o que aconteceu com o Banco Federal. "Seus donos ofereciam bondades ao canal Globovisión", disse.

O Banco Federal será liquidado pelo governo, depois de ter sido fechado em junho por supostas irregularidades. A reforma da lei dos bancos foi incluída em uma sessão extraordinária do Parlamento, a pedido da vice-presidência da República.

No começo da semana, a Justiça venezuelana proibiu jornais e revistas de publicarem fotos violentas, em mais uma ação de cerceamento à imprensa no país, às vésperas das eleições parlamentares do próximo dia 26 de setembro.

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