Venezuela proibirá bancos de serem donos de meios de comunicação

Medida buscaria limitar a influência de setor que contém opositores a Chávez na imprensa

REUTERS

11 de agosto de 2010 | 18h46

A Venezuela proibirá os bancos de terem participações em meios de comunicação, informou nesta quarta-feira, 11, o vice-presidente, Elías Jaua, uma decisão que buscará limitar a influência de banqueiros nesse setor, entre os quais há opositores ao governo do presidente Hugo Chávez.

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Jaua propôs incluir essa medida na nova Lei de Bancos que a Assembleia Nacional prepara, um dia depois que as autoridades decidiram liquidar um banco de propriedade de um dos maiores acionistas da Globovisión, canal de linha editorial contrária a Chávez.

"Estamos propondo descredenciar donos de meios de comunicação ou acionistas para, simultaneamente, fazer o mesmo em bancos e instituições financeiras", declarou Jaua em reunião com parlamentares.

A nova Constituição do Equador apresentada pelo presidente Rafael Correa, aliado político de Chávez, proíbe o setor financeiro daquele país de ter participações em meios de comunicação, e deu prazo, até outubro, para que banqueiros se desvinculem desse tipo de negócio.

A reforma constitucional venezuelana e outras decisões que o governo Chávez estuda provocaram temores no setor financeiro, que teme um maior controle para limitar seus lucros e operações.

"Outra medida que estamos estudando é limitar a quantidade de depósitos oficiais nos bancos privados (...) e também operações interbancárias entre os mesmos bancos e o excesso de colocações de um banco em outro", declarou o chefe da comissão que regulamenta os bancos, Edgar Hernández Behrens.

(Por Eyanir Chinea)

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