Venezuela promete mostrar provas de espionagem colombiana

Reunião desta 6ª vai abordar acordo entre EUA e Colômbia e e crise diplomática entre Bogotá e Caracas

Efe,

27 Novembro 2009 | 07h52

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, insistiu que apresentará "provas" de um suposto caso de espionagem colombiana em seu país durante a reunião ministerial da Unasul que acontece nesta sexta-feira, 27, no Equador. Na reunião, será abordada a questão do acordo que permitirá aos EUA usarem até sete bases militares colombianas. O acordo provocou uma crise entre Bogotá e Caracas, para quem as bases podem ser usadas para atacar a Venezuela.

 

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No encontro dos ministros da Defesa e Relações Exteriores da União de Nações Sul-americanas (Unasul), a Venezuela seguirá "exigindo um plano de paz para a Colômbia (...) além de um plano contra o narcotráfico", disse Maduro, segundo uma nota de imprensa da Chancelaria venezuelana. Maduro deu as declarações em Manaus, onde os países que compartilham a Amazônia se reuniram para discutir as propostas que apresentarão na cúpula de dezembro em Copenhague (Dinamarca) para a mudança climática.

 

"Em Quito (...) vamos abordar esse tema e vamos levar as provas de todo o plano de espionagem e todo o plano de guerra através dos paramilitares contra nosso país e o vamos demonstrar ali frente à América do Sul", declarou Maduro, de acordo à nota de imprensa.

 

O governo venezuelano revelou no final de outubro um documento secreto do organismo de Inteligência colombiano DAS com supostas "provas irrefutáveis" da presença de agentes dessa instituição fazendo espionagem na Venezuela, dois dos quais foram detidos na cidade de Maracay. As autoridades da Colômbia negaram que os detidos na Venezuela sejam espiões do Departamento Administrativo de Segurança (DAS).

 

Em Quito, a Venezuela mostrará "a verdade que sofrem as nações vizinhas à Colômbia, que criou uma engrenagem com o aparato militar de inteligência dos EUA e pretende utilizar seu território e seu espaço aéreo para espionar (...) e ameaçar a estabilidade de nosso continente", sustentou o chanceler.

 

O governo de Hugo Chávez considera uma ameaça para seu país e para região o acordo militar entre Bogotá e Washington, que permite aos EUA utilizarem sete bases da nação sul-americana. O convênio militar, que suscitou uma nova crise entre Caracas e Bogotá, faria parte do suposto plano de Washington para desenvolver "uma agressão contra a Venezuela" utilizando à Colômbia como "plataforma", segundo Chávez.

 

Na semana passada, Maduro anunciou que durante a reunião em Quito seu governo pedirá que a Unasul "assuma um plano de paz para a Colômbia" e exigirá garantias que "desde as bases militares dos Estados Unidos na Colômbia" não se gerem "ações" contra terceiros países.

 

O governo colombiano anunciou que os ministros de Relações Exteriores, Jaime Bermúdez, e de Defesa, Gabriel Silva, não participarão da reunião da Unasul, após considerar que a "recente escalada de injúrias" não permite prever um debate com "respeito, objetivo e equilíbrio". A Unasul é integrada pela Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

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