Venezuela publica decreto que nacionaliza 39 petrolíferas

Nenhuma fonte oficial venezuelana indicou quais das empresas desapropriadas contam com capital estrangeiro

Efe,

12 de maio de 2009 | 02h35

O governo da Venezuela publicou na segunda-feira, 11, o decreto oficial de nacionalização de 39 das 60 empresas de serviços ligados à atividade petrolífera, que desde a sexta-feira passada passaram para as mãos do Estado no Lago de Maracaibo, informou a estatal "Agência Bolivariana de Notícias" (ABN).

 

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O decreto foi publicado na edição da Gazeta Oficial que circulou na segunda-feira, mas tem data da sexta-feira passada.

 

Nesse dia, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, dirigiu pessoalmente o ato de nacionalização, após sancionar a lei que reserva ao Estado bens e serviços ligados às atividades primárias de hidrocarbonetos, aprovada um dia antes pelo Parlamento.

 

"Estamos nacionalizando 60 empresas privadas; hoje desaparecem, e não farão falta", expressou Chávez.

 

Nenhuma fonte oficial venezuelana indicou quais das empresas desapropriadas contam com capital estrangeiro, nem divulgou uma avaliação preliminar de quanto será pago pelo Estado venezuelano.

 

Sem essas informações, a ABN disse que entre as empresas que passarão para as mãos da Petróleos de Venezuela (PDVSA) se encontram a Zulia Towing and Barge Company e Gusteca, que prestam serviços de transporte de pessoal.

 

Também se encontram firmas de manutenção de navios em oficinas, píeres e diques, e de lanchas para o transporte de mergulhadores.

 

A PDVSA informa em seu site que a nacionalização também inclui "usinas ligadas ao gás que eram operadas pela transnacional Wilpro", no leste do país.

 

A imprensa venezuelana também identificou entre as empresas nacionalizadas a companhia britânica John Wood Group, especializada na injeção de água em jazidas petrolíferas e que teria anunciado em Londres que pedirá uma indenização em tribunais internacionais.

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