Venezuela reitera rejeição a embaixador nomeado pelos EUA

A Venezuela rechaçou planos dos Estados Unidos de nomear um embaixador para o país já rejeitado por Caracas, afirmando no sábado que a posição de Washington sobre o assunto é consistente com sua política de agressão contra o país sul-americano.

DANIEL WALLIS, REUTERS

18 de dezembro de 2010 | 16h06

O mais recente embate veio um dia após os parlamentares venezuelanos terem aprovado autorização para que o presidente socialista Hugo Chavez governe por decreto por 18 meses. A medida foi denunciada pela oposição e pelo Departamento de Estado dos EUA como autocrática.

A disputa em torno da nomeação do embaixador Larry Palmer começou em agosto, quando Chavez disse que o diplomata não seria autorizado a assumir o seu posto por ter criticado o governo de esquerda do ex-soldado.

Na última semana, um funcionário sênior do Departamento de Estado dos EUA Arturo Valenzuela disse que a confirmação de Palmer pelo Senado norte-americano era esperada para os próximos dias, segundo a mídia local.

"O governo venezuelano rejeita as declarações mais recentes...notando que elas ratificam a linha histórica de intervencionismo e agressão contra o povo venezuelano, suas instituições e democracia", afirmou o governo de Chavez em comunicado.

"Em repetidas ocasiões nós deixamos claro ao governo dos EUA que, por causa da gravidade das ações de Palmer, é impossível para nós aceitá-lo."

Palmer enfureceu a administração Chavez quando afirmou a um senador dos EUA que o clima no Exército venezuelano era de baixo entusiasmo e motivação e que havia conexões claras entre membros do governo e rebeldes das Farc na Colômbia.

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