Venezuela rejeita política 'absurda' e de 'extrema-direita' dos EUA

Declarações de chanceler foram feitas após EUA acusarem país de ser conivente com o terrorismo

Efe,

27 de julho de 2011 | 03h56

CARACAS - O governo venezuelano rejeitou na terça-feira, 26, a política "absurda e extremista" da "extrema-direita" americana, que, a seu entender, está arrastando o Congresso e o governo dos Estados Unidos.

 

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, manifestou a rejeição "contundente" do Executivo de Hugo Chávez à "extrema-direita americana que veio arrastando instituições como o Congresso dos EUA e o próprio governo em direção a posições extremas contra a dignidade da América Latina e da Venezuela".

 

As declarações de Maduro, feitas após uma reunião do Conselho de Ministros, se produzem depois que na segunda-feira o Gabinete de Segurança dos EUA acusou a Venezuela de ser conivente com o terrorismo e o narcotráfico, segundo denunciou na terça-feira a Assembleia Nacional venezuelana.

 

Além disso, acontece após a decisão do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos EUA de aprovar no último dia 20 uma emenda que elimina, a efeitos práticos, parte da ajuda externa a Argentina, Venezuela, Nicarágua, Equador e Bolívia.

 

Para Maduro, a extrema-direita está arrastando as instituições americanas a "uma política absurda, extremista e contra América Latina e Venezuela".

O chefe da diplomacia venezuelana assumiu nesta terça-feira o papel de porta-voz do Conselho de Ministros, do qual não participou Chávez, que se recupera de um câncer, mas que entrou em contato com seu chanceler ao vivo para passar a instrução de "explicar muito bem" as decisões do governo.

 

Maduro denunciou a "política de agressão permanente e de ameaça" contra a Venezuela, uma nação, disse, "democrática, pacífica e independente".

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