Venezuela resgata os primeiros corpos do acidente aéreo

Alpinistas, policiais e legistas trabalham na operação; avião se chocou contra montanha e deixou 46 mortos

Efe,

24 de fevereiro de 2008 | 14h57

As autoridades venezuelanas recomeçaram neste domingo, 24, os trabalhos de resgate dos corpos das 46 pessoas que morreram quando um avião se chocou contra uma montanha na região dos Andes, durante o vôo de Mérida a Caracas, na sexta-feira, 22.       Veja também: Acidente aéreo na Venezuela deixa 46 mortos  Equipes encontram caixas-pretas do avião que caiu na Venezuela   A operação pretende reunir o maior número possível de restos mortais dos passageiros em uma zona próxima ao impacto, para depois os helicópteros levá-los a Mérida para serem identificados.   Antonio Rivero, diretor da Defesa Civil, confirmou que alguns corpos já estavam no acampamento improvisado no local do acidente, a cerca de 4 mil metros de altitude, onde se instalaram cerca de 40 alpinistas, especialistas em resgates, policiais e médicos legistas.   "Já há vários corpos que foram recuperados e estão prontos para ser transferidos a Mérida, para a identificação", disse Rivero.   O diretor acrescentou que "não basta recuperar os corpos, é necessário que o tempo continue bom para que os helicópteros possam recolhê-los".   No sábado, 23, foram encontradas as duas caixas-pretas que contêm os registros de vôo da aeronave e a gravação das conversas mantidas pelos pilotos com as torres de controle.   O promotor aeronáutico encarregado do caso anunciou o imediato envio das caixas à França para que seu conteúdo seja analisado em uma das fábricas que constroem o ATR 42-300 que se chocou contra a montanha.   A Junta Investigadora de Acidentes Aéreos indicou que só depois dessa análise serão conhecidas as causas pelas quais o bimotor turboélice da companhia aérea venezuelana Santa Bárbara colidiu contra uma "parede de pedra" no local isolado Los Conejos, a 11 quilômetros ao nordeste de Mérida e 682 quilômetros ao sudoeste de Caracas.   Pulverização   Fotos tiradas na sexta-feira, 22, a partir de um dos helicópteros que se aproximou do local do impacto mostram que o avião ficou virtualmente pulverizado e quase não se distingue um pedaço de sua cauda suficientemente grande para revelar sua posição.   Um porta-voz da Polícia Judiciária confirmou a dificuldade para identificar os corpos e se somou ao pedido formulado pelo presidente de Santa Bárbara, Joge Álvarez, para que os parentes apresentem dados fisiológicos ou radiografias dentais que facilitem a identificação.  

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