Venezuela ressalta esforços de Chávez pela libertação de Ingrid

Ministério de Relações Exteriores destaca que mediação de Chávez levou às primeiras libertações de reféns

Agências internacionais,

03 de julho de 2008 | 10h22

Depois de longo silêncio, o governo da Venezuela somou "à grande alegria pelo feliz acontecimento" da libertação de Ingrid Betancourt. Em um comunicado emitido no final da noite de quarta-feira, 2, o Ministério de Relações Exteriores fez referência aos "intensos esforços a favor de um acordo humanitário na Colômbia" do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e destaca que "seu trabalho de mediação levou às primeiras libertações de colombianos retidos pelas Farc".   Veja também: Ingrid Betancourt reencontra os filhos após seis anos Ouça o relato de Ingrid Betancourt (em espanhol) Exército enganou carcereiro das Farc, diz ministro colombiano Resgate foi absolutamente impecável, diz Ingrid Quem são os ex-reféns libertados pelo Exército colombiano O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt Leia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid Betancourt   O presidente venezuelano ainda não falou oficialmente sobre a libertação da franco-colombiana. Chávez passou a atuar como mediador entre o governo colombiano e as Farc em agosto de 2007. Em novembro do ano passado, Uribe anunciou o fim da mediação do presidente venezuelano, alegando que ele havia desrespeitado um acordo entre os dois, segundo o qual não poderia se comunicar diretamente com o alto comando militar colombiano.   O Executivo aproveitou para solicitar que as Farc "libertem os seqüestrados que ainda estão em seu poder" e deseja que este feito "abre caminho para um acordo humanitário, pela desmontagem da guerrilha e o alcance extraordinário da paz".   Ingrid destacou, após ser libertada, o apoio de Chávez e do presidente do Equador, Rafael Correa, para conseguir a paz na Colômbia, mas ressaltou que isso deve ocorrer com respeito à democracia do país.   O resgate de 15 reféns deverá fortalecer o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e marginalizar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmam analistas ouvidos pela BBC Brasil. Segundo o vice-presidente do instituto de pesquisas Inter American Dialogue e diretor do programa andino do órgão, Michael Shifter, a ação militar da Colômbia "certamente irá marginalizar Hugo Chávez, que dizia ser o mais capaz de libertar reféns, por conta de contar com mais legitimidade aos olhos das Farc (o grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que mantinha os reféns em cativeiro)".   Para Adam Isacson, diretor do Projeto Colômbia do instituto de pesquisas Center for International Policy, o resgate mostra que as Farc estão "em um estado tão precário que nem conseguem dar conta de seus reféns". "É uma gigantesca vitória para ele e uma derrota para aqueles que eram contra a opção de pôr fim ao problema à base de tiros", afirma.   "Uribe mostrou que o lado humanitário, o bem-estar de reféns, também é uma de suas preocupações. Ele já conta com uma popularidade (entre os colombianos) na faixa de 84%, isso deverá ampliá-la ainda mais", diz Shifter.

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