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Venezuela retoma comércio com Colômbia após fim da tensão

Relações entre países da América Latina voltam ao normal aos poucos; Equador não vai mais denunciar Colômbia

Efe, AP e Reuters

08 de março de 2008 | 18h19

Depois do fim da tensão entre Colômbia e Equador, a relação dos países da América do Sul aos poucos volta ao normal, com a retomada do comércio com a Colômbia. Nesta sexta-feira, 7, último dia da 20ª Cúpula do Grupo do Rio em Santo Domingo, na República Dominicana, os presidentes dos países envolvidos - Venezuela, Equador e Colômbia - deram um aperto de mãos simbólico para selar o fim da tensão. O conflito foi originado pelo ataque coordenado por Bogotá que levou à morte Raúl Heyes, o número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em território colombiano. VEJA TAMBÉM Presidentes trocam farpas no Grupo do Rio, mas selam acordo Ataque às Farc fracassaria se Equador fosse avisado, diz Uribe Equador desmente libertação iminente de Ingrid Betancourt Dê sua opinião sobre o conflito     Por dentro das Farc  Entenda a crise     Histórico dos conflitos armados na região   'É possível que as Farc se desarticulem'     Embaixador brasileiro Osmar Chohfi comenta decisão da OEA   Veja como ficam as relações dos países após o acordo: Retomada do comércio O comércio binacional entre a Venezuela e a Colômbia retoma a sua normalidade à medida que os países se reaproximam. A afirmação é do ministro do Interior da Venezuela, Ramón Rodríguez Chacín. Durante a última semana, a Venezuela restringiu as importações provenientes da Colômbia, o que ocasionou enormes filas de caminhões na divisa entre os dois países - ainda que fosse permitido o livre trânsito de pessoas e veículos  particulares. "A situação na fronteira tende a se normalizar nas relações comerciais, em relação ao comércio exterior, em relação ao fornecimento de gasolina, tudo tende à normalidade; melhor que isso, não é que tende a se normalizar, já voltou ao normal", disse o ministro em entrevista coletiva para tratar de outros assuntos internos. Em meio à tensão, o presidente Hugo Chávez chegou a ameaçar nacionalizar empresas colombianas. O comércio bilateral entre Colômbia e Venezuela foi de cerca de US$ 6 milhões em 2007. Cuba e mãe de Betancourt O presidente venezuelano Hugo Chávez chegou na noite de sexta-feira, 7, a Cuba. "O presidente Chávez chegou a Cuba e se reuniu à  noite com Raúl Castro", disse o chanceler cubano Felipe Pérez Roque em coletiva de imprensa em Havana. Durante sua visita à ilha, Chávez irá se encontrar com a mãe da política franco-colombiana Ingrid  Betancourt, que é mantida refém das Farc.  É a primeira visita de Chávez a Cuba desde que Fidel Castro, a quem considera um "pai", renunciou ao poder após quase meio século e foi sucedido em 24 de fevereiro por seu irmão Raúl Castro.  Não se sabe a duração e outros detalhes de sua visita. Também não está claro se Chávez se reunirá com seu amigo Fidel Castro. "Hoje, (Chávez) terá  outras reuniões de trabalho", acrescentou Pérez Roque. Desistência de denúncia Após o alívio da tensão na região, a Colômbia anunciou que não irá em frente com denúncia contra o presidente venezuelano Hugo Chávez na Corte Internacional de Haia, por dar suporte às Farc. Na última terça-feira, o presidente colombiano Álvaro Uribe afirmou que iria denunciar Chávez por financiamento e patrocínio de grupos terroristas, como Bogotá classifica as Farc. "A Colômbia se propõe a denunciar na Corte Penal Internacional Hugo Chávez, presidente da Venezuela, por patrocínio e financiamento de genocidas", disse Uribe na época. Investigação de documentos O presidente do Equador, Rafael Correa, pediu neste sábado, 8, que Bogotá permita o acesso a documentos que supostamente vinculam o governo equatoriano às Farc. Correa qualificou como "uma infâmia" que se vincule seu governo com a guerrilha. "Eu pedi os documentos ao presidente Uribe para  apresentá-los à justiça, às entidades fiscais, aos opositores, não temos nada o que temer", afirmou o presidente durante programa de rádio do governo transmitido aos sábados.

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