Venezuela se prepara para eleições primárias inéditas

Os venezuelanos se preparavam no domingo para eleger o único candidato da oposição que enfrentará em outubro o presidente Hugo Chávez, em eleições primárias inéditas na qual os pré-candidatos esperavam forte participação.

MARIANNA PÁRRAGA, REUTERS

12 de fevereiro de 2012 | 12h10

Os aspirantes que lideravam as pesquisas, os governadores Henrique Capriles e Pablo Pérez e a deputada María Corina Machado, insistiram em suas campanhas sobre a importância de votar para expressar a necessidade de mudança após 13 anos de governo do militar.

"Neste domingo seremos protagonistas. Estamos de frente a um processo inédito em nosso país que nos fortalece como sociedade, que nos convoca a uma Venezuela que tem mais futuro que passado", afirmou Capriles, o jovem governador do estado de Miranda, que tem 39 anos e é o favorito para ganhar as primárias.

Chávez, que tentará se reeleger e disse haver superado o câncer da qual foi diagnosticado no ano passado, procurou minimizar o processo ao sugerir que a abstenção poderá ser histórica, ainda que seja a primeira vez que as primárias ocorrem na Venezuela. Especialistas têm destacado que no mundo todo votações similares contam com pouca participação.

"Parece que em suas fileiras há confusão, divisões, falta de motivação, confrontos com facas. Nós, ao contrário... não temos problemas aqui de um candidato, de outro", disse Chávez há alguns dias, sem perder a oportunidade de diminuir os méritos dos candidatos.

Nessa mesma ocasião, o ministro das Finanças, Jorge Giordani, previu que a votação atrairá menos de um milhão de pessoas, número inferior aos 1,5 milhão -de um universo de 18,3 milhões de eleitores- que a oposição estima em participação.

"Quem pensa que a gente não vai se mobilizar vai ter uma grande surpresa", afirmou María Corina Machado esta semana em uma populosa zona de Caracas, onde encerrou sua campanha com cantores, imagens aéreas de televisão e fogos de artifício.

Os candidatos tentaram se diferenciar, enquanto Chávez contrapôs a todos com seu projeto socialista e os classificou como "medíocres" e "retrógrados".

"Todos são iguais. Do meu ponto de vista, todos representam o mesmo, ou seja, é o candidato ou a candidata, isto é, a burguesia mais velha, mais radical e o candidato do império ianque", afirmou o governante socialista de 57 anos.

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