Venezuela suspende importação de armas para reduzir crime

O governo venezuelano suspenderá a importação e venda de armas e munições para particulares, anunciou na terça-feira o ministro do Interior e Justiça, Tareck El Aissami, como parte de um conjunto de medidas para frear os altos níveis de criminalidade no país.

REUTERS

21 de dezembro de 2011 | 07h46

A medida deve entrar em vigor dentro de três meses, quando termina um plano de regularização de porte de armas, e será aplicada por um ano. Nesse período também será suspensa a emissão de novas licenças de porte de arma de fogo.

Foram excluídos da medida os órgãos de segurança e as empresas privadas de vigilância e transporte de valores.

No começo do ano o governo revelou que a taxa de assassinatos na Venezuela era de 48 para cada 100 mil habitantes, acima da média latino-americana, embora inferior aos números apontados por organizações não-governamentais, que chegam a duplicar essa cifra.

A violência afetou o índice de popularidade do presidente Hugo Chávez e é uma das principais preocupações dos venezuelanos.

Um estudo do grupo de direitos humanos mexicano Segurança, Justiça e Paz indicou que a taxa de homicídios em Caracas é de 118 para cada 100 mil habitantes, o que torna a capital venezuelana a quarta cidade mais perigosa do mundo, atrás da mexicana Ciudad Juárez, a afegã Kandahar e a hondurenha San Pedro Sula.

(Reportagem de Deisy Buitrago)

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