Venezuelano assume culpa em escândalo com mala na Argentina

Autoridades dos EUA dizem que dinheiro iria para campanha da argentina Cristina Kirchner, eleita presidente

Reuters,

25 de janeiro de 2008 | 15h22

Um venezuelano declarou-se culpado nesta sexta-feira, 25, de ter agido como um agente estrangeiro clandestino em operação para tentar entrar na Argentina com uma mala com 800 mil dólares para financiar a campanha política do partido do governo. Moisés Maionica, que mora em Miami, foi acusado em dezembro com outras quatro pessoas implicadas no caso – que deflagrou acusações de corrupção na Argentina e tensões diplomáticas entre Washington, Caracas e Buenos Aires. Autoridades norte-americanas disseram que os cinco homens representavam o governo do presidente venezuelano Hugo Chávez, um crítico ferrenho dos Estados Unidos, e destacaram perante a Justiça que um deles havia informado que o dinheiro seria para a campanha de Cristina Fernández de Kirchner, a ex-primeira-dama que venceu as eleições presidenciais da Argentina em outubro.   Rubén Oliva, advogado de Maionica, disse que seu cliente estava nos EUA prestes a embarcar em um cruzeiro quando recebeu a ligação de um funcionário da agência de inteligência da Venezuela pedindo que ajudasse o empresário Guido Antonini Wilson, que transportou a maleta com dinheiro para a Argentina.   O advogado alegou que Maionica não sabia que era necessário avisar o governo dos EUA sobre o dinheiro, mas reconheceu que a ignorância das leis não era uma defesa. Em 7 de janeiro, Maionica, de 36 anos, se declarou inocente das acusações das autoridades dos EUA e a contestação desta sexta-feira representou uma reviravolta em sua posição.   O "escândalo da mala", como foi batizado na imprensa argentina, veio à tona quando o empresário venezuelano-americano Guido Antonini Wilson foi flagrado com 800 mil dólares num jatinho que havia sido fretado por uma estatal argentina para transportar funcionários de Caracas a Buenos Aires.

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