Venezuelano da maleta esteve na Casa Rosada, diz testemunha

Dois dias após ser flagrado com a maleta, Antonini foi visto na sede do governo por assistente de um funcionário

REUTERS

20 de dezembro de 2007 | 15h22

Uma testemunha que se apresentoudiante da Justiça da Argentina afirmou que um empresáriovenezuelano acusado de tentar ingressar no país com 800 mildólares sem declará-los, provocando um escândalo internacional,esteve na sede do governo argentino dias depois do incidente. O caso surgiu em agosto, quando o venezuelano GuidoAntonini Wilson foi flagrado com uma maleta cheia de dinheirotentando entrar de forma ilegal no país após ter desembarcadoem Buenos Aires saído de um avião alugado pelo governoargentino. Na semana passada, o caso ganhou um novo capítulo em Miami,local da residência de Antonini Wilson, quando foram detidosquatro homens acusados de agirem como agentes disfarçados dogoverno venezuelano. A prisão dos suspeitos aconteceu após uma investigação terrevelado que o dinheiro destinava-se à campanha presidencial deCristina Kirchner, na Argentina. A promotora argentina encarregada da investigação realizadadentro do país afirmou na quinta-feira que a testemunha, umaassistente do funcionário responsável por fretar o avião noqual chegou Antonini Wilson, declarou que o venezuelano tinhacomparecido à Casa Rosada dois dias após haver sido flagradocom a maleta. "Confirmo que sim, que essa declaração consta do depoimentodessa senhorita sobre a presença de Antonini Wilson no dia 6(de agosto) na sede do governo", afirmou à rádio Del Plata apromotora María Luz Rivas Diez. "Aparentemente, o suspeito reuniu-se com outras pessoas,durante algo parecido com uma celebração e durante um eventooficial, assinando documentos relativos a convênios firmadoscom a Venezuela", acrescentou Rivas Diez sobre a declaração datestemunha, que também viajou no avião. (Por Damián Wroclavsky)

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