Venezuelano diz que indulto de 'paras' é lição para Colômbia

Ministro do Interior informou que Chávez libertará colombianos acusados de planejar matá-lo neste sábado

Efe,

31 de agosto de 2007 | 20h25

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deverá entregar às autoridades da Colômbia neste sábado, 1, um grupo de 41 paramilitares colombianos que haviam sido presos em território venezuelano em 2005. Os presos, que foram indultados na quinta-feira, são parte de um grupo de 118 acusados de planejar a morte do líder venezuelano. Veja TambémChávez encontra Uribe para negociar libertação de reféns Em declarações dadas no mesmo dia em que Chávez realiza uma visita à Colômbia, o ministro do Interior Pedro Carreño adiantou em Caracas que o presidente acompanhará pessoalmente o procedimento, que acontecerá no estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia.  O indulto foi anunciado por Chávez um dia antes da viagem do presidente a Bogotá, onde o presidente venezuelano se encontrou com seu colega colombiano, Álvaro Uribe. Chávez tem o apoio de Uribe e do presidente francês, Nicolas Sarkozy, para intermediar uma tentativa de acordo para uma troca humanitária entre reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e guerrilheiros do grupo que encontram-se detidos em prisões colombianas. Segundo Carreño, a entrega dos prisioneiros permitirá "acrescentar um grão de areia para o processo de paz na Colômbia". "Que isto sirva de ensinamento aos colombianos; isto aponta para o caminho da reconciliação na Colômbia, (algo) que faz falta." Encontro histórico Nesta sexta-feira, Chávez e Uribe realizaram a primeira de duas reuniões nas quais abordarão assuntos relativos a uma eventual troca humanitária para a libertação de seqüestrados das Farc.  Uribe e Chávez receberam as honras militares em Hato Grande, um velho casarão de descanso da Presidência ao norte da capital colombiana, aonde o governante venezuelano chegou às 11h (13h de Brasília). A reunião está sendo assistida pelos chanceleres da Colômbia, Fernando Araújo, e da Venezuela, Nicolás Maduro, assim como a senadora colombiana Piedad Córdoba e o Alto Comissariado para a Paz do governo colombiano, Luis Carlos Restrepo. Antes da chegada do presidente venezuelano, Uribe manteve uma reunião por cerca de meia hora com senadora Córdoba e o comissário Restrepo. Intermediadora Córdoba atua como intermediadora de um acordo humanitário que permita a libertação dos 45 seqüestrados das Farc em troca por 50 guerrilheiros presos em penitenciárias colombianas. Dentro do grupo de passíveis de troca se encontra a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa e da qual não se têm provas de sobrevivência há três anos. Entre os reféns há também os cidadãos americanos Thomas Howe, Marc Gonsalves e Keith Stannsen, assim como militares e políticos. Também nesta sexta-feira, soube-se que o chanceler colombiano se reunirá no próximo dia 4 com seu colega francês, Bernard Kouchner, para discutir a libertação dos reféns.

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