Vice da Colômbia crê em negociação com as Farc, mas sem Chávez

Aumentaram as chances de negociaçõesentre o governo da Colômbia e os rebeldes que mantêm dezenas dereféns, disse na sexta-feira o vice-presidente colombiano,Francisco Santos, que, no entanto, descartou uma nova mediaçãodo venezuelano Hugo Chávez. Santos afirmou que os rebeldes das Farc ganharam "oxigêniopolítico" com a libertação de duas reféns, num acordo mediadopor Chávez, que depois irritou a Colômbia ao pedir à comunidadeinternacional que pare de considerar as Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia como um grupo terrorista. Mas Santos disse que as Farc não vão poder ignorar acrescente indignação pública depois da divulgação dos detalhesdas condições em que os reféns são mantidos --que fazem lembraros campos de concentração. "Acho que o clima que está sendo criado vai abrir a portapara algum tipo de negociação", declarou Santos numaconferência de segurança em Londres. Para ele, a revolta popular com o drama dos reféns vaimostrar às Farc que ela "tem pouquíssima força política e quenão tem mais possibilidade de manobra". Um grande protestocontra as Farc está marcado para o dia 4 de fevereiro, oprimeiro do tipo, afirmou ele. O vice disse que o governo não vai mudar suas condiçõespara as negociações, entre elas a recusa em criar uma zonadesmilitarizada e a determinação de que nenhum integrante dasFarc que venha a ser libertado pelo governo volte para aorganização. "Se eles as aceitarem e a Igreja Católica conseguir entrarem contato com eles, acho que pode haver uma luz", disse Santosà Reuters. Ele afirmou que o governo está disposto a libertar maisprisioneiros e que já mostrou que quer negociar. "E acho que apressão vai aumentar na sociedade colombiana contra eles porcausa das condições terríveis em que eles mantêm os reféns." O Comitê Internacional da Cruz Vermelha manifestou nasexta-feira preocupação com a saúde dos reféns. Umrepresentante da entidade disse que as ofertas da Cruz Vermelhapara enviar equipes médicas ao cativeiro vêm sendo ignoradas.

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