Vice-presidente cubano reconhece problemas para empresas

Complexidade do sistema de dupla moeda e o desperdício estão entre as principais dificuldades das empresas do país

Efe,

30 de agosto de 2007 | 01h57

O vice-presidente cubano, Carlos Lage, admitiu na quarta-feira, 29, que a complexidade do sistema de dupla moeda e o desperdício estão entre os principais problemas das empresas do país. Ele pediu aos seus diretores que incentivem a produtividade com eficiência. Numa reunião de dois dias com ministros da área econômica e dirigentes de empresas cubanas, Lage analisou uma nova norma destinada a melhorar o funcionamento das companhias e a aplicação do sistema de "aperfeiçoamento empresarial". As empresas que aplicam o sistema de "aperfeiçoamento econômico" no país devem ser as primeiras a mostrar "disciplina, cumprimento da lei" e "exemplo de eficiência", afirmou Lage durante o encontro, segundo a televisão cubana. O vice-presidente cubano reconheceu que 13% das quase 800 empresas que aplicam o sistema de aperfeiçoamento registraram "resultados deficientes na contabilidade e no controle interno, e por isso foram suspensas do processo 38 empresas". As empresas cubanas enfrentam problemas devido "a complexidade contábil, com duas moedas (nacional e pesos cubanos conversíveis) e duas taxas de câmbio" e "as limitações de muitos trabalhadores para atender a necessidades de suas famílias". "Produzir sem qualidade é sinônimo de ineficiência e desperdício", afirmou ainda o dirigente cubano. Ele ressaltou que o aperfeiçoamento empresarial "é a experiência mais coerente e promissora" para tornar eficientes as empresas estatais socialistas. Lage explicou que em 2006 as vendas das empresas em aperfeiçoamento cresceram 21% em relação ao ano anterior. O número de trabalhadores aumentou 5% e a produtividade cresceu 7%. O salário médio passou de 399 pesos cubanos (cerca de US$ 18) para 484 (US$ 22).

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