Vinho se torna oficialmente a 'bebida nacional' da Argentina

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, assinou decreto na quarta-feira que oficializa o vinho como "bebida nacional" do país.

REUTERS

25 de novembro de 2010 | 09h23

A Argentina é o quinto maior produtor mundial de vinhos, nono maior exportador e sétimo maior consumidor - cada pessoa bebe em média 30 litros anuais de vinho, segundo dados oficiais.

"É maravilhoso, porque se poderia crer que essa é uma atividade de caráter profundamente econômico, mas acho que tem a ver profundamente com a cultura e identidade de um povo", disse Cristina na cerimônia em que fez o anúncio.

A indústria vinícola argentina recebeu um grande impulso a partir de 2001, quando a crise econômica causou uma forte desvalorização da moeda argentina, fazendo com que os vinhos locais ganhassem competitividade no mercado internacional.

"Primeiro eram (as províncias de) San Juan e Mendoza que historicamente identificávamos com a atividade, mas hoje temos Salta com sua (uva) torrontés (...), Catamarca, e também vinhos patagônicos", disse a presidente.

Tradicionalmente, a Argentina se dedicava à produção de vinhos mais baratos e de menor qualidade, destinados ao consumo local, com baixo nível de investimentos.

Mas na década de 1990, época em que havia paridade cambial entre o peso e o dólar, ocorreu uma onda de investimentos no setor, e a área ocupada com videiras para fins vinícolas passou a ocupar mais de metade da área cultivada.

(Reportagem de Karina Grazina)

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