Vulcão chileno provoca suspensão de vôos do lado argentino

Situado a 50 quilômetros da fronteira, o vulcão expeliu cinzas que avançaram sobre o território argentino

Ariel Palacios, de O Estado de S. Paulo,

03 de janeiro de 2008 | 15h46

O vulcão Llaima, na região sul do Chile, em plena Cordilheira dos Andres, está provocando problemas do outro lado da fronteira, na Argentina. Situado a 50 quilômetros da fronteira, o vulcão expeliu uma nuvem de cinzas que se expandiu mais de 600 quilômetros sobre o território argentino.  A nuvem levou o governo da província de Neuquén a suspender os vôos para a homônima capital provincial, já que as partículas em suspensão implicam em riscos graves para o funcionamento dos motores dos aviões, além de esmerilar seus pára-brisas. Os três vôos diários da Aerolíneas Argentinas, que ligam Buenos Aires à cidade de Neuquén - localizada no sudoeste do país -, foram cancelados. Os vôos para a cidade de Viedma, capital da província de Río Negro, vizinha à Neuquén, também foram suspensos.  A permanência da nuvem ameaça prejudicar o turismo na região. No entanto, as autoridades argentinas afirmam que as cinzas do Llaima não estão gerando riscos para a saúde das pessoas.  O vulcão, que possui 3.210 metros de altura, é um dos quatro mais ativos da América do Sul. O vulcão chileno não entrava em atividade desde 1994. A erupção provocou uma coluna de fumaça que oscilou, nos últimos dias, até 6 mil metros de altura. Na cidade argentina de Zapala, a 160 quilômetros em linha reta do vulcão, a polícia alertou os habitantes para que utilizassem máscaras cirúrgicas, caso saíssem de suas casas. Em cinco horas, as farmácias venderam mais máscaras do que em um único mês.  As autoridades também recomendaram a utilização de máscaras de mergulho para cobrir os olhos, além da necessidade de selar bem as portas e janelas.  Nas cidades argentinas da área afetada - como Aluminé, Mariano Moreno, Ramón Castro, Plaza Huincul e Villa Peuhenia - os habitantes começaram a armazenar água, já que as reservas poderiam eventualmente ficar poluídas pelos resíduos vulcânicos.  As cinzas também chegaram à cidade de Cutral-Có, a poucos quilômetros da cidade de Neuquén, capital da província homônima.

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