AP Photo/Carlos F. Gutierrez
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Vulcão chileno se acalma mas continua instável

O vulcão chileno Calbuco estava mais calmo neste domingo, depois de erupções inesperadas na semana passada que enviaram à atmosfera grandes colunas de fumaça e cinzas, mas autoridades afirmaram que o vulcão pode voltar à ativa novamente e crescem preocupações sobre os impactos ambientais.

REUTERS

26 de abril de 2015 | 15h32

Calbuco expeliu 210 milhões de toneladas de cinzas ao seu redor, segundo o Serviço Nacional de Geologia e Mineração, cobrindo cidades próximas e obrigando uma evacuação de mais de 6.500 moradores.

"Observamos explosões secundárias esporádicas correlatas com sinais sísmicos que, por sua vez, estão associados com movimentos de fluidos dentro do vulcão", disse a Agência Nacional de Emergências em relatório mais recente. A agência informou que tal instabilidade sugere que atividade eruptiva pode crescer de novo.

O Chile, localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, tem a segunda maior cadeia de vulcões do mundo depois da Indonésia, incluindo cerca de 500 que estão potencialmente ativos.

Em 2011, a erupção do Puyehue enviou nuvens de cinzas para a atmosfera que interromperam voos na Argentina por meses. As cinzas podem danificar os aviões e tornam os voos mais perigosos.

O Calbuco, considerado um dos vulcões mais perigosos do Chile, entrou em erupção duas vezes na semana passada, na quarta e quinta-feiras, soltando uma espetacular coluna de cinzas de 17 quilômetros de altura.

Parte das cinzas alcançaram o sul do Brasil. No sábado, muitas companhias aéreas cancelaram voos para as capitais da Argentina, Chile e Uruguai como medida de precaução.

As companhias aéreas começaram a retomar os voos neste domingo e o aeroporto de Bariloche, na Argentina, foi reaberto. Apenas o aeroporto argentino de Neuquen continuava fechado.

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