Zapatero apóia Uribe e culpa as Farc por crise sul-americana

Durante cúpula latino-americana, primeiro-ministro espanhol responsabiliza guerrilha por tensões diplomáticas

Ansa,

16 de maio de 2008 | 21h15

O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, apoiou seu colega colombiano Álvaro Uribe ao afirmar que a crise entre Venezuela, Equador e Colômbia é culpa das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).  Veja também:E-mails mostram ligação estreita de Chávez com as FarcPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região    Em uma entrevista coletiva, realizada durante a 5ª Cúpula entre América Latina, Caribe e União Européia, Zapatero confirmou que se encontrará também com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, embora disse desconhecer o horário. O premiê disse ter dado apoio a Uribe, o qual, segundo ele, "tem um problema dificílimo para resolver." Zapatero, além de ter responsabilizado as Farc pela crise diplomática entre os países, disse que "todos os governos deveriam participar da luta contra a violência". Os governos do Equador e da Venezuela, no entanto, negam se envolver no conflito interno colombiano e pedem que Uribe cuide de suas fronteiras. Sobre o ataque do exército colombiano ao acampamento das Farc, que violou a soberania territorial do Equador, Zapatero afirmou que "nenhum dos países democráticos deveria se deixar levar por interpretações equivocadas" e que é preciso que "se recupere a confiança" entre Colômbia, Equador e Venezuela. Sobre o tema da imigração, Zapatero disse estar convencido de que "todos os que desejam emigrar desejam fazê-lo com legalidade." Na quinta-feira, 15, em coletiva de imprensa durante a cúpula, o chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos, disse que trabalha em um "diálogo estruturado", pois a Europa precisa de "mão-de-obra legal" e que respeite "a dignidade das pessoas". Em relação à ajuda econômica à América Latina, o primeiro-ministro disse que "o gasto social também é produtivo, porque gera riqueza e investimento" para a sociedade e reiterou que seu país investirá US$ 1,5 bilhões em projetos de alfabetização e saúde na região, além do fundo para a água, que terá o Peru como principal beneficiado. É um "interesse prioritário" da Espanha aumentar os acordos de associação e de livre comércio, como os que negocia com a Comunidade Andina de Nações (CAN) e com a América Central. Zapatero disse ainda que seu país lançará um programa para erradicar a malária no México, já que 80 mil pessoas são contagiadas com a doença por ano na região.

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