Zelaya aceita líder da Costa Rica como mediador em Honduras

Presidente deposto afirma que Arias 'parece ser a pessoa certa'; Micheletti também está de acordo, diz Hillary

AP, Reuters e Efe,

07 de julho de 2009 | 16h56

O presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, aceitou nesta terça-feira, 7, a mediação do chefe de Estado da Costa Rica, Oscar Arias, para tentar resolver o impasse político de seu país. "Ele (Arias) parece ser a pessoa certa, aceita por todos os presidentes", disse Zelaya à rádio hondurenha, falando de Washington após um encontro com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

 

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O líder destituído afirmou ainda que poderá manter conversas com o governo interino de Honduras na quinta-feira, na Costa Rica. Mais cedo, Hillary confirmou que Arias irá mediar as negociações e que as duas partes - incluindo o chefe de Estado provisório, Roberto Micheletti - aceitaram a indicação.

 

"O importante é estabelecer um processo que leve à restauração da ordem constitucional", enfatizou Ian Kelly, um porta-voz do Departamento de Estado, enquanto Hillary e Zelaya estavam reunidos. Kelly disse que os Estados Unidos suspenderão a ajuda "que beneficia diretamente o novo governo de Honduras", incluindo a assistência militar, mas explicou que o departamento de Estado ainda não definiu quanto vai bloquear após o golpe de Estado, que no último dia 28 depôs Zelaya.

 

Ainda nesta terça, em Moscou, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou seu apoio aos esforços para reconduzir Zelaya à presidência de Honduras, independentemente de o centro-americano se opor a diversas políticas de Washington. Num discurso a universitários na Rússia, Obama enfatizou que seu governo não indicará a outros países quem devem ser seus governantes.

 

Segundo o presidente, os EUA não apoiam Zelaya por estarem "de acordo com ele, mas porque respeitam o princípio universal de que os povos devem eleger seus próprios líderes, concordemos com eles ou não."

 

Em Honduras, simpatizantes do presidente deposto prometem dar sequência aos protestos dois dias depois de Zelaya ter tentado, sem sucesso, retornar ao país. Neste domingo, o exército hondurenho bloqueou a pista do aeroporto de Tegucigalpa, impedindo o regresso do líder deposto. Pelo menos duas pessoa morreram em choques entre manifestantes e forças de segurança nas proximidades do local.

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