Dida Sampaio/AE
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Zelaya chegou a embaixada por meios próprios, diz Amorim

Segundo chanceler, esposa de Zelaya disse que ele estava nas redondezas e perguntou se podia obter refúgio

Gustavo Chacra, correspondente do Estado de S. Paulo em Nova York,

21 de setembro de 2009 | 17h12

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou que a embaixada brasileira em Tegucigalpa abrigou o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya na tarde de hoje e que o líder chegou ao local por meios próprios.

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De acordo com Amorim, uma parlamentar ligada a Zelaya procurou um membro do corpo diplomático brasileiro em nome da mulher de Zelaya, Xiomara Castro. Ela disse que Zelaya estava nas redondezas e perguntou se ele podia obter refúgio na embaixada.

Ainda segundo o chanceler, o subsecretário para América Latina do Itamaraty, Ênio Cordeiro, autorizou a entrada de Zelaya na embaixada. Brasil e Honduras estão com as relações diplomáticas rompidas devido ao golpe de Estado. Amorim e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram avisados da medida nesta tarde.

Amorim disse ter conversado com Zelaya no telefone. Segundo ele, o presidente deposto está bem e disse estar cansado após uma longa caminhada.

O Itamaraty falou com a OEA e com os EUA para que o governo de facto hondurenho garanta a segurança da embaixada do Brasil.

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