Zelaya diz que Costa Rica 'fracassará' se ele não for restituído

Presidente deposto de Honduras dá 'ultimato a regime golpista' para aceitá-lo no poder em reunião no sábado

Reuters,

13 de julho de 2009 | 19h48

O presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, disse nesta segunda-feira, 13, que irá considerar "fracassada" a mediação do chefe de Estado costa-riquenho, Oscar Arias, na crise política em seu país caso não for restituído no cargo após a reunião desta semana. "Damos um ultimato ao regime golpista para que, no mais tardar na próxima reunião, se cumpram os pedidos expressos (da ONU e OEA)", afirmou Zelaya em entrevista coletiva na Nicarágua.

 

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"Caso contrário, irá se considerar fracassada a medição, e outras medidas se procederão", acrescentou. As negociações entre o líder deposto e Roberto Micheletti, presidente de facto de Honduras, devem continuar no sábado.

 

O governo de facto aponta as próximas eleições como uma saída para o conflito político do país, e uma forma de escapar da condenação internacional pela deposição de Zelaya. Micheletti ofereceu anistia para Zelaya, que insiste que retornará como presidente do país centro-americano.

 

O governo atual acusa o presidente deposto de traição da pátria, abuso de poder e corrupção após o presidente deposto propor modificar a Constituição para abrir a possibilidade de reeleição. Zelaya foi expulso do país no último dia 28 pelo Exército e o Congresso nomeou Micheletti, então chefe do Legislativo, como novo presidente.

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