Gustavo Amador/Efe
Gustavo Amador/Efe

Zelaya diz que deve deixar Honduras após posse de Lobo

Presidente deposto em golpe deve morar na República Dominicana na condição de "hóspede de honra"

Reuters,

21 de janeiro de 2010 | 10h21

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse na quarta-feira, 20,  que deve deixar o país na semana que vem, como parte de um acordo com o presidente eleito, Porfirio Lobo.

 

Zelaya, derrubado por militares em junho, está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde setembro, quando voltou clandestinamente ao país.

 

Ele disse que aceitaria a oferta da República Dominicana, para se instalar ali como "hóspede de honra", conforme acordo assinado por Lobo e pelo presidente do país caribenho, Leonel Fernández.

"Este acordo me permite manter minha dignidade e a posição que me foi confiada pelo povo", disse Zelaya em nota.

 

O acordo, assinado na quarta-feira em Santo Domingo, com o aval dos principais partidos hondurenhos, estipula que Zelaya, seus familiares e seus principais seguidores poderão entrar na República Dominicana em 27 de janeiro, dia da posse de Lobo. 

 

O novo presidente foi eleito em novembro, num pleito que não foi reconhecido pelo Brasil e outros países latino-americanos, por ter sido organizado pelo governo de facto que substituiu Zelaya após o golpe.

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O presidente deposto afirmou a uma rádio local que "poderia sair no dia 27, quando meu mandato termina".

 

Zelaya foi expulso do país pelos militares, com aval da  Suprema Corte, depois de irritar a elite política e empresarial de Honduras com uma manobra para tentar alterar a Constituição e disputar um novo mandato.

 

Ele corre o risco de ser preso se deixar a embaixada brasileira. Abandonando o país, evitaria esse destino, mas na prática acabaria com sua carreira política em Honduras.

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