Zelaya diz que embaixada oferece segurança para firmar acordo

Presidente deposto de Honduras reiterou disposição em aderir ao Acordo de San José proposto pela Costa Rica

Efe,

05 de outubro de 2009 | 14h24

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse nesta segunda-feira, 5, que a embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está desde 21 de setembro, oferece segurança para a assinatura de um acordo para pôr fim à crise política no país.

 

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"A sede diplomática da República Federativa do Brasil em Tegucigalpa proporciona o marco de segurança nacional e internacional para a subscrição deste acordo por ambas as partes", ressalta um comunicado emitido por Zelaya nesta segunda-feira, 100 dias depois de sua derrubada.

 

Além disso, a delegação diplomática brasileira "garante transparência e imparcialidade, assim como o respeito à integridade física, aos direitos constitucionais e à vida do presidente eleito pelo povo hondurenho, José Manuel Zelaya Rosales", acrescenta a nota.

 

O governante deposto reiterou a oferta feita neste domingo de assinar o Acordo de San José com o governo de facto hondurenho, presidido por Roberto Micheletti. Zelaya disse que, "após 100 dias de profunda crise em que está imersa a sociedade hondurenha", propõe "assinar de maneira imediata por ambas as partes o Acordo de San José no marco jurídico nacional e internacional".

 

Segundo o presidente deposto, o acordo deve ser "ratificado pelos representantes dos outros dois poderes do Estado, pelas testemunhas de honra" e deve haver a "subscrição do documento pelos chanceleres e representantes da Organização dos Estados Americanos" (OEA). "Os componentes do Plano Arias (Acordo de San José) devem ser implantados de maneira imediata. O governo de integração, a comissão da verdade, as comissões de verificação nacional e internacional para velar por seu fiel cumprimento e garantir a paz e a justiça que merece o povo Hondurenho", acrescenta a declaração.

 

Em uma nova tentativa de buscar uma saída pacífica e negociada para a crise, chega na próxima quarta-feira a Tegucigalpa uma comissão de dez chanceleres da OEA.

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