Zelaya diz que recebeu convite para gabinete de transição

Líder deposto afirma que não 'cairá na armadilha'; Micheletti renunciaria na sexta se proposta for aceita

Agência Estado,

18 Novembro 2009 | 12h09

O presidente deposto Manuel Zelaya afirmou que os EUA fizeram um convite para ele integrar o "gabinete de transição" em Honduras e, caso aceitasse, o presidente de facto, Roberto Micheletti, renunciaria ao cargo "na sexta-feira no Congresso", de acordo com texto publicado nesta quarta-feira, 18, no site do jornal local La Tribuna.

 

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"Isso (a renúncia de Micheletti) ocorrerá na sexta-feira no Congresso. Se eu aceito integrar o gabinete de transição, ele renuncia e legitimo o golpe de Estado. É uma manobra na qual não vou cair", disse Zelaya. Segundo a versão do líder deposto, o governo de Micheletti teria "direito de veto" nessa nova administração, "mas eu não vou cair nessa armadilha".

 

"Enquanto o Congresso não derrubar o decreto (de destituição), eu não posso legitimar o golpe de Estado armando um gabinete para Micheletti", afirmou Zelaya, segundo o diário. Na terça-feira, o presidente do Congresso, José Alfredo Saavedra, convocou os legisladores a decidirem sobre o retornou ou não de Zelaya em 2 de dezembro.

 

Zelaya foi deposto em 28 de junho e expulso de Honduras, mas voltou em segredo e desde 21 de setembro está abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. No início desta semana, Zelaya chegou a dizer que desistia de retornar à presidência, em meio ao impasse entre os rivais políticos.

 

Partidários de Zelaya e Micheletti firmaram um pacto para encerrar a crise, no dia 30 de outubro. Zelaya, porém, descartou posteriormente o acordo, argumentando que era essencial primeiro sua volta ao poder, para então ser formado um governo de união. Além disso, o impasse ameaça a legitimidade das eleições presidenciais, marcadas para 29 de novembro.

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