Wilson Pedrosa/AE
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Zelaya e Micheletti aceitam '85% de acordo', diz Costa Rica

Segundo chanceler, dois pontos do plano de San José causam discórdia; delegações se reúnem em Honduras

Efe,

07 de outubro de 2009 | 19h56

O ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, Bruno Stagno, disse nesta quarta-feira, 7, em Tegucigalpa que os representantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e do chefe de Estado de facto do país, concordam com 85% do Acordo de San José, que busca uma solução para a crise política local. "Há um acordo de quase 85% em torno do Acordo de San José. Há dois pontos que continuam em discórdia e que vão fazer parte do diálogo", destacou Stagno em declarações a jornalistas, sem dar detalhes.

 

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Nos últimos meses, as partes não concordaram quanto à restituição de Zelaya ao poder, aspecto essencial da proposta mediada pelo presidente costarriquenho, Oscar Arias, para resolver a crise surgida após o golpe de Estado de 28 de junho.

 

Para Stagno, caso os hondurenhos cheguem a um acordo político, isso "seria um excelente resultado pensando no futuro de seu próprio povo, mas a verdade é que, mais cedo ou mais tarde, terão que abordar assuntos do Acordo de San José."

 

O ministro acrescentou que a resolução do problema por parte dos hondurenhos "terá o apoio da comunidade internacional". Stagno integra a missão de chanceleres americanos liderada pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, que chegou hoje a Tegucigalpa.

 

"Queremos um acordo político que permita a realização de eleições, e esse acordo deve chegar antes do pleito. É necessário que haja a reconciliação do povo hondurenho e isto tem que ser quase imediato", disse.

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