Zelaya e Micheletti devem retomar negociações em Honduras

Governo de facto hondurenho aponta eleições como uma saída para o conflito político que paralisa o país

Reuters,

13 de julho de 2009 | 14h35

As negociações sobre a crise política em Honduras detonadas por um golpe de estado contra o presidente eleito, Manuel Zelaya, devem ser retomadas no próximo sábado. Nomeado chefe de Estado pelo Congresso após o golpe, Roberto Micheletti, deve se reunir na Costa Rica com o presidente Oscar Arias e continuar as negociações.

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Eleições

 

O governo de facto de Honduras aponta as próximas eleições como uma saída para o conflito político do país e uma forma de escapar da condenação internacional pelo golpe de Estado. Micheletti ofereceu anistia para o deposto Manuel Zelaya, mas ele insiste que retornará como presidente do país centro-americano.

 

O governo atual acusa Zelaya de traição da pátria, abuso de poder e corrupção após o presidente deposto propor modificar a Constituição para abrir a possibilidade de reeleição.  Zelaya foi expulso do país pelo Exército e o Congresso nomeou Micheletti, então chefe do Legislativo, como novo presidente.

 

Toque de recolher

 

O governo de facto de Honduras suspendeu o toque de recolher noturno, que estava em vigor desde que o presidente eleito, Manuel Zelaya, foi retirado do poder, há duas semanas.

 

Segundo a BBC, em um pronunciamento na televisão, o governo de Roberto Micheletti disse que a medida "atingiu seu objetivo" de sufocar os protestos da oposição. "O governo conseguiu não só reduzir o crime em todo país, como também restaurar a calma para o povo de Honduras."

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