Wilson Pedrosa/AE
Wilson Pedrosa/AE

Zelaya elogia o Brasil e diz que EUA podem 'fazer mais'

Segundo presidente deposto de Honduras, potência pode pressionar ainda mais o governo golpista de Honduras

AE-AP e Efe,

12 de agosto de 2009 | 17h18

O presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, elogiou o apoio do Brasil à sua restituição ao cargo, mas reclamou que os Estados Unidos podem "fazer mais" para pressionar o governo golpista do país centro-americano.

 

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"Os Estados Unidos mantiveram uma posição firme (contra o golpe) mas podem fazer mais porque 70% da economia hondurenha depende do comércio com os EUA. Os EUA podem estrangular mais facilmente os golpistas e reverter esse mau exemplo para a América Latina", disse Zelaya.

 

Zelaya teve nesta quarta-feira uma reunião com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, como parte da sua gestão internacional para recuperar o poder em Honduras. Ele foi afastado por um golpe de Estado em 28 de junho.

 

Em Honduras

 

Milhares de seguidores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltaram nesta quarta-feira, 12, às ruas de Tegucigalpa para novas manifestações, após os distúrbios registrados na terça-feira. A manifestação começou em uma universidade, e teve como destino os arredores da sede do Governo.

 

Em Tegucigalpa, a polícia dispersou com bombas de gás lacrimogêneo uma manifestação a favor de Zelaya. O protesto percorreu avenidas principais da cidade e foi até as vizinhanças do Congresso, onde foi disperso. Os manifestantes agrediram o vice-presidente do legislativo hondurenho.

 

Os distúrbios começaram quando um grupo de manifestantes atacou e golpeou na rua o vice-presidente do Congresso, Ramón Velázquez, que saia do seu escritório na legislatura. O político, do Partido Democrata Cristão, recebeu socos e chutes, constatou a Associated Press.

 

Na véspera, 43 pessoas foram detidas em outra manifestação a favor de Zelaya, após tumultos nos quais foram incendiados um ônibus e um restaurante de fast-food.

 

No protesto, os seguidores de Zelaya cantaram palavras de ordem contra o Governo presidido por Roberto Micheletti. Alguns empresários, militares e políticos também foram alvos do grupo. Um dos líderes da manifestação disse à Agência Efe que o protesto "reuniu mais gente que o de ontem".

 

A mesma fonte explicou que seguidores de Zelaya em San Pedro Sula não querem que a cidade seja palco da partida de hoje entre Honduras e Costa Rica, pelas Eliminatórias da Concacaf à Copa de 2010. "Hoje pode ser complicado em San Pedro Sula, porque há muita gente que condena o golpe contra Zelaya e não quer que este jogo seja realizado", afirmou.

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