Luis Galdamez /Reuters
Luis Galdamez /Reuters

Zelaya pede que Forças Armadas de Honduras baixem as armas

Presidente deposto afirma que ação militar resultou em morte de homem durante manifestação pacífica

Efe

06 de julho de 2009 | 02h11

O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya pediu hoje de El Salvador às Forças Armadas de seu país que baixem seus rifles e não os apontem contra seus irmãos, ao condenar hoje a morte de uma pessoa em Tegucigalpa.

 

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"Apelo às Forças Armadas de Honduras que baixem seus rifles", declarou Zelaya em entrevista coletiva junto aos presidentes da Argentina, Cristina Fernández; Equador, Rafael Correa; Paraguai, Fernando Lugo; e El Salvador, Mauricio Funes.

 

Zelaya lamentou a morte de um jovem, durante o confronto em Tegucigalpa - capital hondurenha - onde seu avião não conseguiu aterrissar, com a pista do aeroporto Toncontín obstruída pelos militares. Para o presidente deposto, a ação militar foi uma repressão contra uma manifestação pacífica.

 

Durante a coletiva de imprensa na capital salvadorenha, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse que o órgão está disposto a "usar todos os meios diplomáticos possíveis para restabelecer o mandato do presidente Zelaya".

 

"Quero dizer que como secretário-geral da OEA estou disposto a seguir adiante com todas as gestões diplomáticas para obter nosso objetivo, que não é uma intervenção, mas simplesmente cumprir as normas que todos os países adotaram", assegurou.

 

Ele assinalou que a Carta Democrática Interamericana foi "assinada livremente por todos os países da região" e insistiu em qualificar como "uma grave ruptura da ordem constitucional" o ocorrido em Honduras.

 

Repressão

 

A polícia hondurenha disse que averiguará os incidentes registrados no domingo, 5, quando militares responderam com disparos a uma manifestação a favor do presidente deposto Manuel Zelaya, o que resultou em um homem morto e pelo menos dez pessoas feridas.

 

"Foram ordenadas as investigações que nos permitam estabelecer a clareza dos fatos", disse o porta-voz da polícia, Héctor Iván Mejía, em uma declaração transmitida em rede de rádio e TV a todo o país.

 

Na comunicação não foram divulgados dados de mortos ou feridos. Mejía disse que havia acontecido "um confronto entre a autoridade e manifestantes (partidários de Zelaya) com resultados ainda não constatados". Ele acrescentou que a Polícia lamentava os fatos ocorridos como consequência destes distúrbios e apelou à população para se abster de promover "a desordem e a intranquilidade."

 

 

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