Zelaya pede tribunais regionais contra impunidade

Presidente deposto quer que responsáveis pelo golpe de 28 de junho sejam julgados por 'violarem democracia'

Reuters,

03 de fevereiro de 2010 | 22h11

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pediu nesta quarta-feira, 03, a criação de tribunais regionais para combater a impunidade em casos de crimes contra a humanidade e violações aos direitos humanos, depois que militares envolvidos no golpe contra ele foram absolvidos.

 

Zelaya se encontra como hóspede na República Dominicana desde que Porfírio Lobo assumiu a presidência hondurenha na semana passada e o concedeu um salvo-conduto para que o mandatário deposto abandonasse o país depois de quatro meses refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

 

Um dia antes de sua partida, um juiz de Honduras absolveu os chefes militares depuseram Zelaya e o expulsaram do país em 28 de junho dos crimes de abuso de autoridade e de violência contra os direitos humanos.

 

Em uma coletiva de imprensa em Santo Domingo, Zelaya disse que deveriam ser criados tribunais internacionais para evitar a impunidade dos que tentem romper a ordem democrática.

 

"Temos que proteger e resguardar a democracia e isto tem que ser uma tarefa de todos na América Latina", disse Zelaya.

 

"Até o dia de hoje se mantêm em seus cargos e gozando de impunidade os coautores do golpe militar e os cúmplices das violações aos direitos humanos, incluindo a Suprema Corte de Justiça e o procurador geral", acrescentou.

 

Zelaya solicitou uma 'purificação' na Justiça de seu país, a retirada das instituições de pessoas envolvidas em sua destituição e o término da perseguição contra seus seguidores.

 

O mandatário deposto disse que vai conversar com o presidente do México, Felipe Calderon, para se instalar nesse país no futuro

Tudo o que sabemos sobre:
Manuel ZelayaHondurasgolpe

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.