Zelaya pode ficar na embaixada o tempo que quiser, diz Lula

Presidente deposto de Honduras está na representação brasileira em Tegucigalpa desde que retornou ao país

Reuters,

25 de setembro de 2009 | 18h09

O chefe de Estado deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pode permanecer o tempo que quiser na Embaixada brasileira em Tegucigalpa, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira, 25, ao término da cúpula do G-20 em Pittsburgh, nos Estados Unidos. "Ele ficará lá o tempo que for necessário para (garantir) sua segurança", declarou o presidente à imprensa. Zelaya, que está na representação brasileira em Tegucigalpa desde que retornou ao país na segunda-feira, afirmou que o local está sendo alvo de gases nocivos.

 

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Nesta sexta, o Conselho de Segurança da ONU condenou os atos de intimidação contra a Embaixada e exigiu que o governo de facto de Honduras levante o cerco ao local. O documento não fala diretamente da situação política de Honduras, mas pede "respeito" pelos locais de uso diplomático, o que é "universalmente reconhecido pela comunidade internacional". Em discurso, chanceler Celso Amorim denunciou que a missão brasileira em Tegucigalpa "está virtualmente sitiada."

 

"O governo brasileiro está muito preocupado de que as mesmas pessoas que perpetraram o golpe de Estado em Honduras possam atentar contra a inviolabilidade da embaixada para prender o presidente Zelaya", afirmou. O chanceler disse que a Embaixada está "sob assédio", enfrentando incidentes como como cortes de eletricidade, agressão sonora e impedimentos da livre circulação de seu pessoal.

 

Amorim denunciou que as agressões são uma "clara violação" da Convenção de Viena e pediu que o Conselho de Segurança da ONU "condene expressamente" o ato, para evitar qualquer outra ação hostil. A Convenção de Viena Sobre Relações Diplomáticas diz que as instalações e os automóveis diplomáticos são invioláveis.

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