Mario López/Efe
Mario López/Efe

Zelaya volta à fronteira de Honduras e pressiona por retorno

Presidente deposto acampa na fronteira, critica governo de facto e ameaça voltar a tentar entrar no país

Efe,

25 de julho de 2009 | 19h09

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltou neste sábado, 25, a cidade de Las Manos, do lado nicaraguense da fronteira, onde pretende acampar para pressionar pelo seu retorno a Manágua.

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Zelaya estava no município nicaraguense de Ocotal, na província de Nova Segóvia, a 225 quilômetros ao norte de Manágua, onde passou a noite, após fracassar pela segunda vez em sua tentativa de entrar em Honduras.

O governante hondurenho deposto, que é acompanhado pelo chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, seus colaboradores mais próximos e centenas de seguidores, chegou à fronteira com uma camisa branca, seu habitual chapéu de vaqueiro e um megafone na mão.

"Fora (Roberto) Micheletti, fora Micheletti", gritava Zelaya, eufórico, pelo megafone, enquanto era acompanhado por seus seguidores.

Zelaya anunciou que montará acampamentos hoje em Las Manos, à espera de seus compatriotas e de sua família, antes de retornar a Honduras.

"Vamos montar acampamentos hoje aqui, com água e comida. E aqui vamos estar hoje à tarde, hoje à noite, amanhã de manhã, esperando os amigos e compatriotas que vêm (de Honduras) e eu estarei esperando minha família", afirmou o presidente deposto.

Além disso, afirmou que organizarão um movimento, integrado por organizações sociais e populares, camponeses, indígenas, entre outros, que chegará a Las Manos, procedente de Honduras, para levá-lo de volta ao país.

"Nunca vamos aceitar um presidente imposto pelos militares. Não aceitamos um presidente nomeado pelo Parlamento", (em referência a Roberto Micheletti, nomeado líder pelo Congresso), continuou Zelaya, que criticou os militares de seu país que o impediram de ver sua família.

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