Zuloaga foi à OEA para obter privilégios, diz chanceler venezuelano

Dono da Globovisión denunciou ao órgão falta de liberdade de expressão na Venezuela

Efe,

09 de julho de 2010 | 23h04

CARACAS- O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou nesta sexta-feira, 9, que o empresário Guillermo Zuloaga, dono do canal Globovisión, foi até a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para obter privilégios e iludir a Justiça.

 

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"(Zuloaga) está sendo processado, mas vai reclamar privilégios pelo nome que ostenta, porque é algo que os Zuloagas têm feito historicamente", disse Maduro ao canal estatal do país.

 

Zuloaga, foragido da Justiça venezuelana, foi recebido na quinta passada pela comissão da OEA para expor suas denúncias contra a falta de liberdade de expressão na Venezuela e sobre os problemas enfrentados por seu canal, do qual é o principal acionista.

 

O dono da Globovisión, canal crítico ao governo do presidente Hugo Chávez, é acusado pela Procuradoria da Venezuela de "usura" e "associação criminosa" por manter vinte veículos em sua propriedade para depois vendê-los por preços superiores.

 

"O que este delinquente deveria explicar é o que faziam os veículos encontrados em flagrante em suas propriedades", disse Maduro. "Ele está sendo processado por uma causa que está registrada nas leis", acrescentou.

 

Maduro ressaltou que o outro sócio principal da Globovisión, Nelson Mezerhane, também está fugindo da Justiça venezuelana. O governo interveio no Banco Federal, de propriedade de Mezerhane, por supostos problemas de liquidez.

 

"Zuloaga se juntou com Mezerhane, que roubou milhares de venezuelanos, por isso digo que estamos falando de uma oposição bandida", defendeu o chanceler.

 

Maduro disse que Zuloaga "deveria dar as caras na Justiça se tiver um pouco de honra". Caracas pediu à Interpol que dite uma ordem de prisão internacional contra Zuloaga no mês passado.

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