AFP PHOTO / MANDEL NGAN
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Advogado de Trump pede fim à investigação sobre ingerência russa

Caso envolve várias pessoas do entorno do presidente dos Estados Unidos

EFE

18 Março 2018 | 01h48

WASHINGTON - John Dowd, um dos advogados de Donald Trump, pediu neste sábado, 17,  que o Departamento de Justiça encerre a investigação sobre a ingerência russa nas eleições americanas liderada pelo procurador especial Robert Mueller, e que envolve várias pessoas do entorno do presidente dos Estados Unidos.

A declaração de Dowd foi feita horas depois da abrupta demissão do "número 2" do FBI, Andrew McCabe, que denunciou que sua saída fazia parte de uma tentativa do governo Trump para "desacreditar" a investigação de Mueller.

"Diga ao vice-procurador-geral (dos Estados Unidos), Rod Rosenstein, que siga o exemplo brilhante e corajoso do Escritório de Responsabilidade Profissional do FBI e do procurador-geral Jeff Sessions e ponha fim à investigação da suposta conspiração com a Rússia", disse Dowd ao jornal digital "The Daily Beast".

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O advogado acrescentou que a investigação foi "fabricada pelo chefe de McCabe, James Comey (ex-diretor do FBI), com base em um dossiê fraudulento e corrupto" sobre Trump e Rússia.

Dowd afirmou pouco depois à emissora "NBC News" que não estava pedindo para que Mueller fosse demitido, apenas para que fosse encerrada a investigação conduzida pelo procurador desde que Trump demitiu Comey, que cuidava do caso.

A solicitação é dirigida a Rosenstein, o segundo nome mais importante do Departamento de Justiça, que supervisiona o pedido de Mueller, dado que Sessions se afastou das decisões sobre o tema.

Trump não pode despedir Mueller sem a permissão de Rosenstein, e a declaração de Dowd aumenta a pressão sobre o vice-procurador-geral para que intervenha na investigação russa.

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Em vários tweets ao longo do dia, Trump não chegou a pedir diretamente o fim da investigação de Mueller, mas insistiu em diminuir sua importância.

"A investigação de Mueller nunca deveria ter começado, porque não houve conspiração e não houve crime. (A investigação) se baseou em atividades fraudulentas e num falso dossiê financiado pela Corrupta Hillary (Clinton)", tuítou Trump, que insistiu que a investigação é uma "caça às bruxas".

Em outro tweet, o presidente insistiu que "não houve conspiração" entre a Rússia e sua campanha.

"O que muita gente está percebendo, no entanto, é que houve um tremendo vazamento de informação, mentiras e corrupção nos níveis mais altos do FBI, (do Departamento de) Justiça e (do Departamento de) Estado", acrescentou o presidente.

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Trump defendeu em seguida a demissão de Andrew McCabe, que até janeiro era o "número 2" do FBI e que tinha previsto deixar a agência neste domingo, mas foi demitido na sexta-feira por Sessions, que o acusou de ter feito "um vazamento não autorizado para um meio de comunicação".

"Os (veículos de imprensa) 'Fake News' (Notícias Falsas) estão fora de si porque McCabe foi caçado, denunciado e demitido", escreveu Trump, que tinha acusado publicamente esse funcionário de ter laços com o partido democrata e suspeitava dele por sua proximidade com Comey.

Em maio do ano passado, Trump despediu Comey, que relatou pouco depois ao Senado sua versão das "preocupantes" conversas que manteve com o presidente, e pediu a Mueller que determinasse se o magnata incorreu no crime de "obstrução da justiça".

Comey baseou seu relato em uma série de notas que tinha tomado após cada um de seus contatos com Trump.

McCabe também escreveu relatórios similares sobre suas conversas com o presidente, e os entregou a Mueller, segundo informou hoje o jornal "The Wall Street Journal". /EFE

 

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