Alemanha pede apoio de Obama contra aquecimento global

China pediu nova aliança militar com os Estados Unidos, após ter suspendido comércio de armas em outubro

Agências internacionais

20 de janeiro de 2009 | 08h55

A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu nesta terça-feira, 20, que o novo presidente americano, Barack Obama, apoie um novo pacto contra o aquecimento global, que sucederá o Protocolo de Kyoto.    Veja também: Contas no vermelho são parte da herança maldita de Bush EUA foram os que mais perderam com Bush, diz analista  Dez lições de Bush para Obama  Veja o programa da posse de Barack Obama A vida de Barack Obama em imagens  Imagens da família Obama      "Se o governo americano anunciasse agora suas metas de cortes de emissão para 2020, seria um passo importante", assinalou Merkel em uma entrevisa ao diário "Passauer Neuen Presse". A primeira-ministra alemã deseja que o democrata dê um passo exemplar para alavancar a conferência climática de Conpenhague, no final do ano, que discutirá as novas metas de emissões mundiais. A líder da maior economia da europa ainda pediu que Obama não isole seu país em meio à crise financeira.Repercussão pelo mundoGovernos de China e México também se manifestaram sobre a posse do democrata. O Ministério de Defesa chinês pediu hoje ao governo Barack Obama que melhore as alianças militares entre ambas as potências, suspensas desde outubro em protesto contra a venda de armas americanas a Taiwan."Esperamos que China e Estados Unidos se esforcem para criar as condições favoráveis de modo a promover a melhora constante e o desenvolvimento dos vínculos entre ambos os exércitos", assinalou hoje o porta-voz do Ministério da Defesa, Hu Changming, em coletiva de imprensa horas antes de Obama tomar posse.Pequim suspendeu em outubro suas nem sempre fáceis trocas militares com Washington, em protesto contra a venda de armamento à ilha de Taiwan, considerada pela China como parte de seu território.O governo do México disse hoje que vê com um "otimismo realista" que as relações com o governo de Obama. O subsecretário para a América do Norte da Chancelaria mexicana, Carlos Rico, afirmou, em coletiva de imprensa, que as prioridades de Obama para seu governo coincidem com os interesses do México, por isso que se prevê uma relação estratégica e muito estreita."A maneira como começou a relação do Governo do México com a nova Administração americana e as declarações de Obama nos permitem ser muito otimistas sobre levar as relações a um novo estágio de desenvolvimento", assegurou Rico.

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