Aliado de McCain, Lieberman é mantido em cargo no Senado

Maioria democrata aprova que senador independente siga à frente da Comissão de Segurança Nacional

Efe,

18 de novembro de 2008 | 17h18

A maioria democrata do Senado aprovou nesta terça-feira, 18, após uma reunião a portas fechadas, que o senador independente Joe Lieberman siga à frente da Comissão de Segurança Nacional, apesar dele ter apoiado o republicano John McCain nas últimas eleições. Em coletiva de imprensa, o líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, afirmou nesta segunda que o país enfrenta muitos desafios e que não é o momento de adotar condutas vingativas.   "É muito claro que a vasta maioria do grupo democrata quer deixar o senador Lieberman como presidente de sua comissão, e membro da Comissão das Forças Armadas, e assim foi. Acabou" a discussão, afirmou Reid após a reunião. "Joe Lieberman é um democrata. Faz parte desse grupo (parlamentar)", enfatizou Reid, ao se referir à resolução aprovada nesta terça. Como presidente da Comissão de Segurança Nacional e Assuntos Governamentais, Lieberman tem o poder de supervisionar todas as operações do Executivo.   Veja também: Obama indica Eric Holder para secretaria de Justiça, diz revista  Obama promete dar prioridade às mudanças climáticas Bush articula permanência de funcionários-chave Organização planeja posse para 4 milhões de pessoas  O gabinete de Barack Obama Principais desafios de Obama  Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   Reid reconheceu que há coisas da corrida política de seu colega que "jamais se entenderá ou aprovará", mas também elogiou suas quatro décadas de liderança e inclusive o qualificou como "um dos membros mais progressistas do Estado de Connecticut". Já Lieberman agradeceu as expressões de confiança de Reid, falou "do começo de um novo capítulo" e reiterou sua vontade de trabalhar com o presidente eleito, Barack Obama, e com seu governo.   Perguntado sobre o que fez para convencer os democratas, Lieberman respondeu: "tenho um histórico, um histórico de trabalhar com a oposição para conseguir resultados". A resolução, segundo Lieberman, não repudia seu apoio a McCain, mas condena energicamente os comentários feitos pelo senador de Connecticut contra Obama durante a disputa.   Lieberman perdeu a candidatura democrata no pleito legislativo de 2006 devido a seu apoio à Guerra do Iraque, mas ganhou uma cadeira como independente. Após seu triunfo eleitoral, Obama, conhecido por seu pragmatismo e que manifestou seu desejo de trabalhar com todos os políticos sem importar sua ideologia, defendeu que Lieberman se mantivesse com a bancada democrata.

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