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Amigo de Hillary, De Niro apoia Obama por 'uma nova moral'

Ator diz a jornal que apoiaria a senadora se o democrata "não existisse"; EUA votam em prévias a Superterça

Efe,

05 de fevereiro de 2008 | 15h40

O ator americano Robert de Niro, amigo de Hillary Clinton, disse que apoiaria a senadora "se não existisse Barack Obama". "O país precisa de um homem que traga consigo um novo começo moral. Eu votaria nele", afirmou em entrevista publicada nesta terça-feira, 5, pelo jornal Bild.   No dia mais importante das prévias nos EUA, os pré-candidatos das duas legendas se enfrentam na "superterça" em 24 estados, tentando conquistar o maior número possível de delegados para as convenções de nomeação marcadas para meados deste ano. Os democratas Obama e Hillary travam uma disputa acirrada, enquanto o republicano John McCain tenta desferir um golpe definitivo contra o adversário Mitt Romney.     Veja também: EUA votam em prévias eleitorais na 'Superterça' Obama amplia vantagem sobre Hillary na Califórnia  Campanhas de Hillary e Obama tentam conquistar 'terreno rival'  Mulher de Schwarzenegger apoia Obama  Candidatos nos EUA investem pesado na TV  Especial eleições americanas   Cobertura completa das eleições nos EUA     De Niro disse também que dorme vendo seus filmes antigos e sonha em dirigir uma saga sobre a CIA, com a segunda parte de O Bom Pastor, na qual Matt Damon faria novamente o papel de protagonista.   O astro, que na quarta-feira receberá o troféu Câmera de Ouro concedido pela revista alemã Hörzu em reconhecimento por sua carreira, disse que sua felicidade era poder olhar nos olhos todas as manhãs seus três filhos, Elliot, de oito anos, e os gêmeos Aaron e Julian, de onze.   De Niro, que atuou em Taxi Driver (1976) e Os Intocáveis (1987), e dirigiu O Bom Pastor (2006), destacou que os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos fizeram com que percebesse que "cada dia é um presente".   O ator contou que entre seus novos projetos está uma refilmagem de uma produção de Marcello Mastroianni. Ele afirma que não vive no passado, mas olha "para frente" e "investe muita vida" em cada um de seus papéis. Quando acaba de interpretar um personagem, se fecha um capítulo de sua carreira, afirma.   O astro afirmou que cada prêmio "dá alegria", mas também induz à "reflexão". Perguntado sobre se tem medo da morte, responde: "E quem não tem?". "Tento viver o maior tempo possível e da maneira mais saudável. Não fumo", disse o ator, que revelou que acorda todos os dias às 4h30 da manhã para tomar café e fazer ginástica com um personal trainer. Suas atividades diárias incluem levar os filhos ao colégio, manter reuniões profissionais, ler roteiros e assistir filmes ou ir ao teatro.   A maturidade também não lhe deixou mais religioso, já que afirma que não acredita em Deus e que as religiões são "hipocrisias" que provocaram "muita maldade". "Mas acredito em uma certa forma de reencarnação e em que existe algo espiritualmente superior", reconhece. Além disso, sobre a suposta sabedoria acumulada com os anos, disse: "Quanto mais você sabe, mais consciente fica do pouco que  sabe".   De Niro (Nova York, 1943) minimiza a importância dos cerca de US$ 20 milhões que ganha por produção, já que considera que o dinheiro "não é o mais importante" na vida, para depois admitir que a torna "mais fácil e mais despreocupada". "Não me tornei ator pelo dinheiro, mas pela vontade de penetrar em outras vidas", destacou o também diretor, que admitiu que entre os luxos decorrentes do sucesso está poder desfrutar da alta gastronomia, entre elas a italiana, a japonesa e a alemã.   "Meu estômago se alegra em visitar Berlim. É alimento para a alma", disse De Niro, revelando que aos 20 anos fez uma viagem pela extinta Alemanha Oriental e que lhe "fascinou" essa "atmosfera leste-oeste".   Atualmente está em sua mesa de cabeceira uma biografia do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill.

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