Amorim critica Obama e pede sinal para Rodada de Doha

Chanceler alerta que presidente americano eleito não está 'assumindo suas responsabilidades como líder'

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

11 de dezembro de 2008 | 20h19

O chanceler Celso Amorim fez o que deve ter sido o maior ataque contra o presidente eleito americano Barak Obama desde que o democrata foi eleito. Nesta quinta-feira, 11, Amorim alertou que Obama não estaria "assumindo suas responsabilidades como líder" e que um sinal dele é o que estaria faltando para fechar um acordo comercial na Rodada Doha.   Veja também: EUA fazem mais exigências à OMC OMC diz que novos textos são avanço para Rodada de Doha   LEIA REPORTAGEM COMPLETA NA EDIÇÃO DESTA SEXTA, 12, DO 'ESTADO'   Os americanos estão sendo intransigentes nas negociações da OMC e há o risco de o processo fracassar na sexta-feira. Washington quer a abertura dos mercados dos países emergentes para aceitar um acordo. "É irônico que a demanda maior (de abertura) venha exatamente do local onde a atual crise foi gerada", afirmou Amorim, na sede da OMC.   "Esse deveria ser o país que precisaria mostrar maior flexibilidade para ajudar outros países a reverterem a crise que eles geraram. Mas isso não vai acontecer se não houver um sinal positivo do próximo governo (americano)", afirmou Amorim.   "Ninguém pode se esconder de suas responsabilidades. Líderes precisam mostrar que são líderes e não podem se esconder", atacou o chanceler. "Há uma administração que está negociando um acordo. Mas há outra que está na sombra e que está assumindo o poder. Se não houver um sinal de flexibilidade dessa outra administração, será muito difícil", continuou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.