Após críticas, Obama muda discurso sobre divisão de Jerusalém

Depois de dizer que cidade deveria ser capital indivisível de Israel, senador diz que questão deve ser negociada

Reuters,

05 de junho de 2008 | 20h03

O candidato democrata à Presidência americana Barack Obama mudou seu discurso sobre Jerusalém nesta quinta-feira, 5, dizendo que palestinos e israelenses devem negociar o futuro da cidade. Na quarta, os líderes palestinos se irritaram com um discurso de Obama, no qual ele dizia que Jerusalém deveria ser a capital indivisível de Israel.  Veja também:Irã diz que discurso de Obama é 'inaceitável'Obama busca agora um vice  Casal Clinton não perde influência Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA Confira a disputa em cada Estado    "Bem, obviamente, ficará a cargo das partes negociar essas questões. E Jerusalém será parte das negociações", disse o democrata à rede CNN. Quando perguntado se ele se opõe a alguma divisão de Jerusalém, Obama disse: "Isso será muito difícil de ser executado. Claro que é bom para nós que qualquer um tenha acesso aos extraordinários locais na antiga Jerusalém, mas Israel tem legitimidade para reivindicá-la" Na quarta-feira, Obama disse a um grupo pró-Israel em Washington que, se for eleito presidente em novembro, trabalhará para a paz com o Estado palestino ao lado de Israel. "Jerusalém continuará como a capital israelense, e deve ser indivisível", declarou o democrata. Os Estados Unidos e outros governos não consideram Jerusalém a capital de Israel - a embaixada do país e de outras nações estão em Tel Aviv - e não reconhecem a anexação de Jerusalém Oriental após sua captura em 1967. O atual presidente americano, George W. Bush, apoiou as negociações entre israelenses e palestinos, buscando um acordo de paz antes de deixar a Casa Branca, em janeiro de 2009. Um dos pontos mais polêmicos do acordo é resolver a questão do futuro de Jerusalém. 

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