Após Obama, McCain mostra plano econômico de US$ 52,5 bi

Republicano propõe corte de impostos e redução de taxas de saques antecipados de planos de pensão

Agências internacionais,

14 de outubro de 2008 | 15h15

Tentando se recuperar na corrida à Casa Branca, o candidato republicano John McCain apresentou nesta terça-feira, 14, seu novo plano econômico de US$ 52,5 bilhões para aliviar a situação da classe média. Durante um comício na Pensilvânia, McCain propôs eliminar impostos em combate ao desemprego, reduzir taxas de saques antecipados de planos de pensão e acelerar a dedução de tributos para pessoas que foram obrigadas a vender seus bens diante das quedas das bolsas de valores.   Veja também: Conheça os pacotes de Obama e McCain para a economia Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   A cronologia da crise financeira  Cobertura completa das eleições nos EUA   Segundo assessores do senador republicano, o plano de McCain se concentra "naqueles mais duramente afetados: trabalhadores, proprietários de imóveis, poupadores e idosos". "Se me elegerem presidente, ajudarei a criar empregos para os Estados Unidos da maneira mais eficaz que um presidente pode fazê-lo: com corte de impostos dirigidos espeficamente à criação de empregos, e a proteção de suas poupanças de toda vida", destacou McCain.   "O momento exige que o governo atue. Como presidente, penso em atuar de maneira rápida e decisiva", continuou candidato republicano, que tenta reverter os resultados de pesquisas que indicam que a maioria dos americanos acredita que o democrata Barack Obama está melhor preparado para enfrentar a crise financeira. McCain também dedicou parte de seu discurso para criticar as propostas de Obama e reafirmar suas promessas de que combaterá a corrupção, o abuso de poder e os gastos supérfluos do governo americano.   Na segunda, Obama apresentou seu pacote econômico de US$ 60 bilhões, que inclui crédito tributário, moratória para execução de hipotecas e saques de contas de fundo de pensão sem cobrança de imposto temporariamente. O democrata também se comprometeu a permitir que as pessoas retirem 15% (ou US$ 10 mil) de seus planos de pensão sem taxas e a criar um fundo federal para empréstimos para governos estaduais e municipais.   McCain sugeriu ainda a redução para 7,5% entre 2009 e 2010 da taxa tributável mais alta aos lucros obtidos em investimentos a longo prazo, com um custo de US$ 10 bilhões, e que se exima de impostos oseguro-desemprego. "Nos últimos 21 dias, vimos desvanecerem instituições de Wall Street que foram outrora sólidas e tivemos enormes reviravoltas nos mercados", disse o senador.   "Não podemos passar os próximos quatro anos como passamos a maior parte dos últimos oito, esperando que nossa sorte mude", acrescentou o republicano, tentando se distanciar das políticas do impopular presidente George W. Bush. McCain também reforçou sua proposta anterior, segundo a qual o governo federal compraria hipotecas com problemas e as relançaria com encargos menores para os proprietários de imóveis.   Apesar da vantagem de Obama nas pesquisas, o republicano afirmou que ainda é cedo para descartá-lo como vencedor das eleições. "Estamos seis pontos abaixo (de Obama)", disse McCain em um comício no Estado da Virgínia na segunda-feira. "A imprensa nacional nos descartou, mas esqueceram de deixar que vocês decidam."

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