Saul Loeb / AFP
Saul Loeb / AFP

Aprovação de Donald Trump atinge novo recorde negativo

Seis meses após a posse, 2 em cada 3 americanos demonstram desconfiança no presidente

O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2017 | 02h59

Na semana onde completa seis meses no cargo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está imerso em uma onda de impopularidade: na mais recente pesquisa de opinião sobre seu mandato, feita pelo jornal Washington Post e o canal de TV ABC e divulgada neste sábado, a popularidade do presidente continua em queda.


O presidente republicano viu sua aprovação cair de 42% para 36% da população entre abril e julho – um recorde negativo, abaixo dos 43% que Bill Clinton tinha em 1993. Ainda na mesma pesquisa, a desaprovação de Trump perante o eleitorado subiu de 53% para 58% no mesmo período. A desconfiança contra Donald Trump se reflete também na confiança: quase dois em cada três dizem que “não confiam muito” no atual governante, enquanto 48% não demonstram confiança nenhuma.


Os escândalos envolvendo a interferência russa nas eleições norte-americanas em 2016, assim como as crescentes acusações envolvendo membros do gabinete e familiares de Trump ajudam a derreter a simpatia com o presidente. Para 48% dos americanos, a liderança do país é mais fraca se comparada com a era Obama, enquanto 27% acham que esta postura está mais fortalecida. Ainda sobre a influência de outros países no processo eleitoral americano, 60% americanos afirmam que a Rússia tentou interferir no resultado da eleição – há três meses, esse índice era de 56%.


Mesmo assim, estes percentuais ainda carregam fortes vieses partidários. A maior parte da desaprovação vem dos cidadãos que se identificaram como democratas – enquanto entre os republicanos o apoio ao membro do partido tende a ser maior.


O governo de Trump, marcado por polêmicas envolvendo a postura do presidente e suas propostas de lei, chega ao sexto mês imerso no mesmo escândalo da época de sua posse – a interferência russa para a vitória de Donald contra a candidata democrata Hillary Clinton, em novembro de 2016. Na semana passada, em mais um desdobramento do caso, o jornal “The New York Times” afirmou que o filho do presente, Donald Trump Jr., teria se encontrado com russos para receber informações que pudessem prejudicar a campanhanha de Hillary. Após tomar conhecimento de que o jornal tinha cópias de e-mails onde ele debatia o encontro, Trump Jr. divulgou o conteúdo destas conversas em sua página no Twitter. O presidente rebate frequentemente as afirmações, acusando de que se tratam de “fake news”, ou notícias falsas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.