Às vésperas de debate, McCain não confirma participação

Republicano suspendeu campanha para discutir crise financeira em Washington; evento segue marcado

Agências internacionais,

25 de setembro de 2008 | 17h27

A campanha do candidato republicano à Casa Branca, John McCain, expressou nesta quinta-feira, 25, um otimismo cauteloso para a realização do debate com seu rival democrata, Barack Obama, na sexta, depois que os dois partidos chegaram a um acordo para o plano de resgate aos mercados do presidente George W. Bush. Mas, apesar disso, sua campanha disse que o republicano não mudou de opinião sobre o adiamento que propôs na quarta, quando suspendeu sua campanha para debater o plano para a crise em Washington. "Não há acordo até que haja um plano. Mas estamos otimistas, queremos que isso aconteça", declarou Brian Rogers, porta-voz de McCain.   Mais cedo, o senador democrata afirmou que democratas e republicanos devem ficar unidos e cooperarem nestes momentos de crise, e declarou que "o momento é sério demais para suspender a campanha ou ignorar todos os assuntos que o próximo presidente terá que enfrentar". Obama reiterou assim sua disposição de realizar o debate presidencial.   Veja também:  Obama e McCain se reúnem com Bush hoje  Obama se recusa a adiar debate com McCain Crise financeira faz Obama subir nas pesquisas Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA  Entenda a crise nos EUA    Por sua vez, McCain afirmou nesta quinta, em Nova York, que "todo o futuro" da economia do país está "agora em jogo", e que o único debate que atualmente "importa é o do Capitólio". "Sabemos que esta crise tem sérias implicações e conseqüências para nosso país e para os outros", admitiu o candidato republicano.   "Todo o futuro da economia americana está em perigo. Não posso seguir adiante com a campanha nesta perigosa situação", continuou McCain. Ele reiterou que irá ao Congresso em Washington, assim como Obama, onde decide-se a aprovação do plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões proposto pelo presidente americano, George W. Bush.   Na quarta-feira, a Comissão de Debates Presidenciais dos Estados Unidos (CPD, em inglês) também negou o pedido de McCain. Em comunicado, o grupo informou que "segue com seu plano" de realizar "o primeiro debate presidencial na sexta-feira, na Universidade do Mississipi, em Oxford."    Nesta manhã, os líderes democratas e republicanos do Congresso anunciaram o alcance de um consenso sobre os princípios básicos do pacote, o que, em princípio, abriria caminho para a participação de McCain no debate de Mississippi. Enquanto o republicano não dá sua confirmação, grande parte dos três mil jornalistas esperados para cobrir o evento já se encontra na região.  

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