Assessor diz que Hillary apoiará Obama se não conseguir candidatura

Presidente do comitê afirma que, caso senadora consiga candidatura, também terá o apoio de Obama

Efe,

09 de maio de 2008 | 00h08

A pré-candidata democrata à presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton admitiu nesta quinta-feira, 8, que vai apoiar seu rival de partido, Barack Obama, se não conseguir os votos necessários para oficializar sua candidatura. Como prazo, Hillary estabeleceu o fim de junho, segundo confirmou o presidente do comitê de campanha de Hillary, Terry McAuliffe.   Veja também: Hillary põe US$ 6,4 milhões do próprio bolso na campanha Últimas prévias colocam em dúvida candidatura de Hillary Os colhões de Hillary Clinton, a lutadora  Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos   "As prévias vão terminar em junho. Se Hillary não ganhar vamos apoiar a candidatura de Obama", declarou McAuliffe em entrevista à rede de televisão americana NBC. McAuliffe disse ainda que, em um sinal da unidade do partido, "o senador Obama também ajudará Hillary se ela for escolhida como candidata".   Após as primárias de Indiana e da Carolina do Norte, as possibilidades da senadora parecem ter diminuído consideravelmente. No entanto, Hillary rejeita, até o momento, os pedidos para que reconheça sua derrota e desista da campanha.   Obama, senador por Illinois, teve uma vitória decisiva, com uma larga margem de votos na Carolina do Norte, enquanto sua rival triunfou em Indiana com uma diferença muito menor do que a prevista nas pesquisas.   O próximo capítulo das primárias democratas acontecerá na próxima terça-feira, na Virgínia Ocidental, mas esse estado tem pouca influência no resultado geral. As consultas seguintes ocorrerão em Kentucky e Oregon, no dia 20 de maio, Porto Rico, em 1º de junho, e Montana e Dakota do Sul, no dia 3 de junho.   Analistas políticos assinalaram que nenhum dos candidatos chegará à convenção do partido no fim de agosto com o número suficiente de delegados. Isso significa que a decisão ficará com os "superdelegados" do partido, que se inclinarão pelo candidato com maior apoio, afirmaram.

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