Assessora de Obama se demite após chamar Hillary de 'monstro'

Após repercussão, Samantha Power pede desculpas e se demite; incidente é a 1ª baixa na campanha de Obama

Reuters e Associated Press,

07 de março de 2008 | 17h26

Após a assessora do pré-candidato à Presidência americana Barack Obama chamar a senadora Hillary Clinton de "monstra", sua campanha sofreu a primeira baixa. Samantha Power, autora da biografia do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, saiu da campanha de Obama nesta sexta-feira, 7, deixando o pré-candidato sozinho para enfrentar um possível contra-ataque da senadora.   Veja também: Obama promete rebater agressões de Hillary Hillary propõe candidatura conjunta a Obama McCain busca agora candidato a vice John McCain consegue a nomeação republicana Obama lembra que ainda mantém vantagem Para Hillary, vitórias vão 'recuperar' campanha Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    "Ela é um monstro, e isso é sigiloso; ela se rebaixa a qualquer coisa", disse a assessora, em entrevista a um jornal escocês. A assessora ainda afirmou que a campanha de Obama se desapontou com as vitórias da senadora em Texas e Ohio. "Se você é pobre e ouve ela dizendo uma história de que Obama irá tirar seu emprego, isso dará resultado."   Após a imprensa americana repercutir a declaração, Samantha se desculpou em nota. Rapidamente, a campanha do senador declarou que o pré-candidato condena a atitude da assessora.   "O senador Obama pede por mudanças, um novo tipo de política", afirmou um membro do partido Republicano, Gregory Meeks, "mas isso foi o pior tipo de política", acrescentou.   Enquanto isso, Hillary reafirmou nesta semana sua proposta de uma candidatura Democrata conjunta com Obama, o que pode mais uma vez indicar a preocupação do partido com a acirrada disputa entre os dois candidatos.   A senadora, que reanimou sua sofrida campanha com vitórias na terça-feira, 4, em Texas, Ohio e Rhode Island, tem atacado Obama no tema segurança nacional, retratando-o como alguém muito inexperiente para lidar com uma crise mundial.  

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