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Barack Obama chega como favorito à eleição americana

Pesquisas indicam vitória democrata, mas dinâmica do processo eleitoral pode levar republicano à Casa Branca

The New York Times e Reuters,

03 de novembro de 2008 | 22h54

Após mais de um ano de campanha e sob os olhos de todo o mundo, os americanos vão às urnas nesta terça-feira, 4, para decidir se o próximo presidente do país será o primeiro negro a assumir a Casa Branca ou o candidato mais velho a vencer uma eleição presidencial. Além do presidente e do vice, os eleitores também renovarão a Câmara dos Representantes, pouco mais de um terço do Senado e também escolherão 11 novos governadores. Veja também:McCain pede que eleitores lutem e não percam esperançaObama lidera em seis de oito Estados-chave nos EUAEstadao.com.br na terra dos ObamasDiário de bordo da viagem ao Quênia Confira os números das pesquisas nos EstadosObama x McCain Entenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA Obama chega ao dia decisivo como favorito em todas as pesquisas para chegar à Casa Branca. A dinâmica do processo eleitoral, porém, recomenda cautela. O voto nos EUA não é obrigatório - e o comparecimento maior de eleitores de um candidato pode alterar o resultado previsto nas pesquisas. Além disso, a eleição presidencial nos EUA é definida pelo Colégio Eleitoral e não pelo voto direto.  O colégio é formado por 538 representantes dos 50 Estados e da capital do país, Washington. O candidato que vencer o voto popular num Estado indica todos os representantes (cada um com um voto) desse Estado no colégio. Para ser eleito, o candidato precisa ter 270 votos - e os Estados mais populosos têm mais votos no colégio. Dessa forma, é possível que um candidato vença a eleição no Colégio Eleitoral, mas perca a apuração nacional. Uma projeção com base em média de pesquisas feita pelo Real Clear Politics dá a Obama os 252 votos do Colégio Eleitoral dos 20 Estados que votaram pelo democrata John Kerry, em 2004. Para conquistar a presidência, Obama precisa de mais 18 votos e, se ganhar os 20 votos de Ohio ou os 27 votos da Flórida, a eleição estará encerrada - nos dois Estados, a disputa está acirrada. O mesmo estudo indica que o democrata estaria na frente em Nevada, Colorado, Novo México e Iowa - o que, somado aos Estados vencidos por Kerry, totalizariam 278 votos no Colégio Eleitoral. Já McCain precisaria vencer em todos os 30 Estados que votaram no presidente George W. Bush em 2004 para ter uma chance na eleição. Desses, ele tem a liderança em apenas 17 - o que lhe dá 132 votos no Colégio Eleitoral. Para vencer, McCain ainda teria de conquistar outros dez Estados que ainda estão indecisos (o equivalente a 128 votos no Colégio Eleitoral) e "roubar" mais 10 votos de Obama. Os resultados preliminares divulgados nesta terça após o encerramento da votação podem dar grandes pistas de qual será o resultado final. A direção a ser tomada - seja por uma vitória de Obama ou de McCain - ficará mais clara logo depois que as primeiras urnas começarem a fechar às 21h (horário de Brasília), em Indiana - Estado que vota nos republicanos desde 1964. Uma grande vitória de Obama no Estado ou até mesmo uma luta acirrada por seus 11 votos no Colégio Eleitoral pavimentaria seu caminho para a Casa Branca. No entanto, uma vitória fácil de McCain pode ser um indício de problemas para o democrata. Uma média de pesquisas feita pelo site Real Clear Politics dá a McCain uma liderança apertada de 1,4 ponto (47,6% a 46,2%). Juntamente com Indiana, o Estado de Kentucky também encerrará a votação no mesmo horário e deve servir como termômetro para o resultado da eleição no Senado. "Indiana oferece uma dica antecipada da corrida presidencial e Kentucky faz o mesmo pelo Senado", disse o diretor-assistente do centro de pesquisas da Universidade Quinnipiac, Peter Brown. "Nós vamos saber de duas coisas razoavelmente cedo: se temos uma vitória presidencial esmagadora e se os democratas têm chance de conseguir 60 cadeiras no Senado." A eleição desta terça deve ter um comparecimento recorde e servirá como um teste do sistema de votação americano. Problemas como longas filas para votar e possibilidade de fraude eleitoral estão sendo acompanhados de perto pelas autoridades do país.

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