Barack Obama pode anunciar vice na quarta-feira, diz NYT

Evan Bayh, Tim Kaine e Joe Biden são os nomes mais cotados para chapa democrata, além de Kathleen Sebelius

Agência Estado,

19 de agosto de 2008 | 15h25

O candidato democrata à Presidência americana, Barack Obama, pode anunciar o nome de seu colega de chapa já nesta quarta-feira, segundo o jornal The New York Times. No mais tardar, o anúncio será feito no final de semana, informou o jornal nesta terça-feira, 19, citando auxiliares do candidato. Os três nomes mais cotados são o senador por Indiana Evan Bayh, o governador da Virginia, Tim Kaine, e o senador por Delaware Joe Biden. A agência de notícias Associated Press cita também a governadora do Kansas, Kathleen Sebelius.   Veja também: Possíveis vice-candidatos para Obama Possíveis vice-candidatos para McCain Irmão mais novo de Obama vive em favela no Quênia Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    O Washington Post e o Politico também informaram nesta terça-feira que um anúncio está bem próximo. Citando uma fonte próxima do planejamento da campanha, o Politico afirmou que a agenda de Obama para o final da semana está aberta e que um anúncio poderia ocorrer no sábado ou domingo. A campanha de Obama deverá notificar seus apoiadores e a mídia por e-mail e mensagens de texto, assim que ele tomar uma decisão.   Kaine e Bayh seriam as escolhas mais seguras para Obama, caso ele decida que seu eleitorado já vai ter muito o que pensar antes de colocar um afro-americano à frente da Casa Branca. Biden, que fez campanha contra o candidato democrata no início, preside o Comitê de Relações Internacionais do Senado. Mas ele há muito tempo tem acesso a informações privilegiadas em Washington e pode comprometer a promessa de Obama de mudar a forma como o governo atua.   McCain   Por sua vez, o candidato do Partido Republicano à Casa Branca, John McCain, deve anunciar a escolha de seu vice após a decisão de Obama. O Politico informou que McCain vai escolher o vice no dia 29, um dia após Obama ser apontado oficialmente como candidato democrata, em Denver.   A lista de McCain, que deve fazer seu anúncio em Ohio, inclui o governador da Pensilvânia, Tom Ridge, e o da Flórida, Charlie Crist. A convenção democrata ocorre nos próximos dias 25 a 28. Os republicanos se reúnem entre 1 e 4 de setembro.   Patriotismo   Obama pediu, durante discurso a veteranos de guerra, que seu rival pare de questionar seu "caráter e patriotismo". O senador por Illinois respondia a comentários feitos no dia anterior por McCain, à mesma platéia. O republicano acusou o democrata de tentar "legislar para o fracasso" em relação à guerra do Iraque e de colocar sua ambição acima dos interesses dos Estados Unidos.   Pesquisas mostram que a disputa entre os dois candidatos tornou-se mais dura em agosto, quando aparentemente McCain ganhou espaço ao questionar as credenciais de um senador em primeiro mandato e com pouca experiência na política nacional para chegar à Casa Branca. McCain ocupa há mais de 20 anos uma cadeira no Senado.   O republicano, um veterano da Guerra do Vietnã, durante a qual foi prisioneiro de guerra, afirmou várias vezes que a oposição de Obama à guerra no Iraque mostra que ele preferia perder a guerra a renunciar à disputa pela Presidência.   "Uma das coisas que precisamos mudar nesse país é a idéia que as pessoas não podem discordar sem desafiar o caráter e patriotismo uma da outra", rebateu Obama. O democrata disse nunca ter questionado que seu rival quer servir o país, e que o republicano deveria perceber que ele tem a mesma intenção.   O fato de McCain enfocar o conflito no Iraque é também uma tentativa de tirar o foco da economia norte-americana, que segundo pesquisas é a principal preocupação dos eleitores. O republicano é visto como menos preparado para tirar o país da crise financeira.   Obama argumentou que apesar do envio de outros 30 mil soldados no ano passado ao Iraque diminuir a violência no país, isso não contribuiu para facilitar a reconciliação entre as facções do país. O senador por Illinois defende a retirada das forças dos EUA 16 meses após tomar posse. McCain discorda de qualquer cronograma para retirada das tropas.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.