Barack Obama promete aproximação com a América Latina

Candidato republicado à Presidência diz que pretende conversar também com 'adversários dos Estados Unidos

Efe,

14 de julho de 2008 | 08h12

O candidato presidencial democrata, Barack Obama, afirmou no domingo, 13, em entrevista à agência Efe, que tentará se aproximar mais da América Latina caso seja o vencedor das eleições de novembro.   Veja também: Obama tem vantagem de apenas 3% sobre McCain, diz pesquisa Obama diz que não está indo para o centro Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    A menos de quatro meses para as eleições, o senador por Illinois reafirmou seu compromisso com a prosperidade na América Latina, e disse que viajará "muito em breve" para a região, embora não tenha especificado uma data. Seu rival republicano, o senador John McCain, viajou recentemente à Colômbia, onde se reuniu com o presidente Álvaro Uribe, e ao México, onde se encontrou com governante Felipe Calderón.   Obama, que deve viajar à Europa e ao Afeganistão em breve, afirmou que a estabilidade e prosperidade da América Latina será uma de suas prioridades "quando for presidente". O candidato democrata disse que é importante que "a diplomacia converse também com os adversários (dos EUA), não apenas com os amigos", em uma referência aos governantes de Cuba, Raúl Castro, e Venezuela, Hugo Chávez.   Obama afirmou que sua meta sempre será a liberdade do povo cubano, mas disse também que é necessário flexibilizar as viagens e as remessas à ilha, para que os cubanos que vivem nos EUA possam ajudar suas famílias. "Isso será um sinal de que estamos abertos a um novo diálogo", ressaltou. "Acho que a discussão diplomática direta com Cuba é importante, e penso o mesmo no caso da Venezuela", enfatizou.   Obama afirmou ainda que acredita na possibilidade de um diálogo com a Venezuela, embora tenha destacado que Chávez foi "uma força destrutiva na região", sobretudo por seu apoio no passado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), suas práticas antidemocráticas e sua retórica incendiária contra os Estados Unidos.   O candidato democrata disse ainda que esse diálogo começaria com discussões envolvendo funcionários de baixo escalão, e que serviriam para minimizar as diferenças e encontrar pontos em comum, como na ampliação do comércio e da política energética.   O senador por Illinois, um Estado com alta representação de hispânicos, reafirmou também seu desejo de fortalecer a prosperidade no México, um "grande aliado dos EUA" e influente parceiro comercial na região. "Há enormes oportunidades para fortalecer nossa relação bilateral e isso começa resolvendo o problema da imigração, que é um assunto muito importante", disse.   Obama assinalou também que a luta dos negros e hispânicos "é uma só", apesar de tudo que se fala sobre as tensões entre as duas minorias. "A luta é a mesma quando queremos que toda criança tenha nos EUA a mesma oportunidade de levar uma vida decente, que todos os americanos tenham acesso à saúde, a bons empregos e a bons salários", afirmou.   "E só conseguirmos isso com a união de todos, os negros, hispânicos, brancos, asiáticos e nativos americanas, em busca dos mesmos objetivos", concluiu.

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